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Correio da Manhã

Economia
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Governo garante que não haverá novo aumento dos preços este ano

O ministro da Economia e do Emprego afirmou esta sexta-feira que não haverá um aumento intercalar do preço dos transportes públicos este ano.

7 de Outubro de 2011 às 19:04
Ministro apresentou aos deputados as linhas orientadoras do Plano Estratégico de Transportes
Ministro apresentou aos deputados as linhas orientadoras do Plano Estratégico de Transportes FOTO: Bruno Simões/Jornal de Negócios

"Não haverá aumento intercalar dos transportes este ano", garantiu Álvaro Santos Pereira, que está a ser ouvido na Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas, em resposta ao deputado do Bloco de Esquerda Pedro Filipe Soares.

Também em resposta ao deputado bloquista, o governante explicou que a venda de activos que o Governo pretende fazer nas empresas públicas de transportes abrangerá apenas "activos não afectos à exploração", como terrenos ou edifícios.

O ministro está no Parlamento a apresentar aos deputados as linhas orientadoras do Plano Estratégico de Transportes.

Na semana passada, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, tinha dito que os utentes poderiam enfrentar novos aumentos se os custos operacionais das empresas não se reduzissem "na ordem dos 20 por cento".

Sérgio Monteiro falava à margem da apresentação do Anuário do Sector Empresarial do Estado, na Universidade Católica em Lisboa, e explicou que apenas um corte dos custos operacionais das empresas de transportes "na ordem dos 20 por cento" permitiria ao Governo evitar novos aumentos extraordinários.

O secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações recusou ligar o objectivo do abate de 20 por cento dos custos à necessidade de despedimentos nas empresas em causa, preferindo sublinhar que o corte será feito fundamentalmente à custa da eliminação de "redundâncias" e de "ineficiências".

A título de exemplo, o governante referiu-se a casos em que o Metro de Lisboa e a Carris cobrem exactamente os mesmos percursos com horários e desempenho semelhantes, sublinhando que redundâncias como estas serão "eliminadas".

Certo, fez questão de deixar claro, é que para que o Governo consiga indexar o aumento dos transportes à evolução da taxa de inflação tem que, até lá, abater 20 por cento aos actuais custos operacionais das empresas de transportes públicos.

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