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Correio da Manhã

Economia
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Governo não teve em conta efeitos recessivos

Os especialistas da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) consideram que o Governo não teve em conta, na proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2011, "os muito prováveis efeitos recessivos" das medidas de austeridade aprovadas em Setembro.
26 de Outubro de 2010 às 14:14
Teixeira dos Santos apresentou o Orçamento a 15 de Outubro
Teixeira dos Santos apresentou o Orçamento a 15 de Outubro FOTO: João Miguel Rodrigues / Correio da Manhã

Os técnicos da UTAO sublinham que "a proposta de OE para 2011 não parece ter levado integralmente em conta os muito prováveis efeitos recessivos das medidas restritivas", lê-se no relatório.

A UTAO refere ainda que a previsão de crescimento económica do Governo "é mais favorável em 0,2 pontos percentuais" que a do Banco de Portugal e do FMI que, mesmo sem ter em conta as últimas medidas de austeridade, esperam uma estagnação da economia em 2011.

"Caso se levasse em conta as medidas anunciadas a 29 de setembro e vertidas nesta proposta de orçamento", Jörg Decressin, director adjunto do departamento de estudos do FMI, afirmou que "seria provável que a economia portuguesa se contraísse em aproximadamente 1,4 por cento", cita o relatório.

A UTAO lembra também que estas duas organizações previam uma estagnação da economia, mesmo sem considerarem os efeitos negativos das medidas adicionais de consolidação orçamental.

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