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Correio da Manhã

Economia

Governo prevê injeção de 430 milhões de euros este ano no Novo Banco

Verba inscrita no Programa de Estabilidade é inferior em 46 milhões de euros, face ao previsto no Orçamento.
João Maltez 17 de Abril de 2021 às 09:47
Após a venda à Lone Star, em 2017, o banco de António Ramalho recebeu do Fundo de Resolução 2,9 mil milhões de euros
Pormovalor é de Luís Filipe Vieira
Após a venda à Lone Star, em 2017, o banco de António Ramalho recebeu do Fundo de Resolução 2,9 mil milhões de euros
Pormovalor é de Luís Filipe Vieira
Após a venda à Lone Star, em 2017, o banco de António Ramalho recebeu do Fundo de Resolução 2,9 mil milhões de euros
Pormovalor é de Luís Filipe Vieira
O Governo reduziu o valor da injeção de capital no Novo Banco para 430 milhões de euros em 2021. O montante fica abaixo do previsto no Orçamento do Estado (OE) para este ano e dos quase 600 milhões de euros pedidos pelo presidente desta instituição financeira, António Ramalho, após conhecidos os resultados de 2020, que redundaram num prejuízo superior a 1,3 mil milhões de euros.

O novo valor da injeção de capital consta do Programa de Estabilidade para 2021-2025, entregue esta sexta-feira no Parlamento, e reduz em 46 milhões de euros a verba inscrita no OE de 2021, que ascendia a 476 milhões de euros. No documento em causa não estão inscritas verbas para os anos posteriores.

Desde 2017, ano da venda do Novo Banco aos norte-americanos da Lone Star, o Fundo de Resolução, que funciona sob a alçada do Banco de Portugal, já injetou mais de 2,9 mil milhões de euros na instituição herdeira do BES. Deste montante, mais de 2,1 mil milhões resultam do dinheiro que o Estado emprestou ao fundo, sob compromisso de devolução no prazo de 30 anos.

No conjunto, segundo contas avançadas esta sexta-feira pela Lusa, o Novo Banco já recebeu do Fundo de Resolução mais de 7,8 mil milhões de euros. Destes, 4,9 mil milhões dizem respeito à capitalização inicial, em 2014, e 2,9 mil milhões ao abrigo do mecanismo contingente, após a venda à Lone Star, em 2017.

Vieira depõe na última semana de abril
Luís Filipe Vieira, Nuno Vasconcellos ou Bernardo Moniz da Maia são alguns nomes que a comissão de inquérito ao Novo Banco deverá ouvir na última semana deste mês, arrancando um conjunto de audições aos grandes devedores ao banco, revelou o presidente desta comissão, o social-democrata Fernando Negrão, citado pela Lusa. Entre os grandes devedores do Novo Banco encontram-se a Martifer, o construtor José Guilherme, o empresário José Berardo ou a Promovalor, de Luís Filipe Vieira.
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