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Correio da Manhã

Economia
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Governo reconhece atrasos nas reformas

O Ministério de Estado, das Finanças e da Administração Pública reconheceu ontem que há alguns atrasos na reforma da Administração Pública que vão fazer com que o contrato individual de trabalho e a redução do número de carreiras só estejam em vigor em 2009.
14 de Setembro de 2007 às 00:00
João Figueiredo não conseguirá aplicar as reformas em 2008
João Figueiredo não conseguirá aplicar as reformas em 2008 FOTO: Jorge Paula
Em comunicado emitido ontem, o gabinete de Teixeira dos Santos manifesta-se empenhado em “assegurar que os aspectos essenciais da reforma produzam todos os seus efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2008”, mas admite que “alguns aspectos desta proposta devam produzir efeitos posteriormente”.
No documento, o Ministério imputa os atrasos ao Parlamento, ao escrever que “as decisões relativas a esta reforma, apresentada pelo Governo, competem, nesta fase, à Assembleia da República”.
Apesar das denúncias dos sindicatos e das notícias vindas a público nas últimas semanas dando conta da improbabilidade de todas as reformas estarem em vigor no início de 2008, esta é a primeira vez que o Ministério reconhece os atrasos.
Para o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) este atraso só vem “deixar todos os trabalhadores suspensos do que se segue”.
A organização presidida por Bettencourt Picanço defende que esta “paragem” devia servir para que o secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo, repensasse “a questão dos Serviços Públicos que os portugueses desejam”.
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