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Correio da Manhã

Economia
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Governo revê em baixa crescimento do PIB em 2019 para 1,9% no Programa de Estabilidade

O executivo antecipa que a taxa de desemprego desça dos 7% registados em 2018 para os 6,6% este ano.
15 de Abril de 2019 às 17:20
Finanças
Parlamento
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O Governo reviu em baixa o crescimento da economia para 2019, apontando agora para 1,9% no Programa de Estabilidade para 2019-2023 que esta segunda-feira foi entregue na Assembleia da República.

A nova previsão traduz um decréscimo de 0,3 pontos percentuais (p.p.) face aos 2,2% que o Governo antecipava no Orçamento do Estado, mas supera as previsões dos restantes organismos.

"Para 2019, o MF [Ministério das Finanças] prevê um crescimento do PIB em termos reais de 1,9%, desacelerando em relação ao crescimento de 2,1% observado em 2018. A desaceleração prevista deve-se a um decréscimo do contributo da procura interna (de 2,8 p.p. em 2018 para 2,1 p.p. em 2019), por via das menores taxas de crescimento previstas para o consumo privado e para o consumo público", refere o documento.

A taxa de crescimento do consumo privado deverá diminuir 0,7 p.p. (registando 1,8% em 2019) e a taxa de crescimento do consumo público deverá abrandar 0,6 p.p. para 0,2%.

Apesar de esperar um crescimento mais modesto, o Governo manteve inalterada em 0,2% a sua previsão de défice para 2019, apontando para um excedente em 2020, nos 0,3% do PIB.

No Programa de Estabilidade para 2019 - 2023, o executivo antecipa que a taxa de desemprego desça dos 7% registados em 2018 para os 6,6% este ano, 0,3 p.p. acima da previsão de 6,3% inscrita no Orçamento do Estado para 2019.

Para 2020, o Governo prevê agora uma taxa de desemprego de 6,3%, antevendo que recue para 5,9% em 2021, 5,6% em 2022 e 5,4% em 2023.

No que se refere às exportações, o Programa de Estabilidade esta segunda-feira apresentado antecipa que cresçam 3,8% este ano e em 2020, depois da expansão de 3,6% em 2018, o pior desempenho desde 2012, quando aumentaram 3,4%.

Em 2021, o executivo antecipa que o crescimento das exportações desacelere para 3,7%, avançando depois para 3,9% em 2022 e mantendo-se nesse nível em 2023.

Para a dívida pública, o Governo antecipa um rácio da dívida pública de 118,6% do PIB este ano, 0,1 pontos percentuais acima da meta inscrita no Orçamento do Estado para 2019, de 118,5%.

Para 2020, o executivo antecipa uma dívida pública de 115,2% do PIB e uma descida para 109% em 2021, prosseguindo a trajetória descendente para 103,7% em 2022 e para 99,6% em 2023, o último ano considerado no Programa hoje apresentado.

As previsões hoje divulgadas são mais otimistas do que as apresentadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na semana passada, quer para o défice quer para a dívida pública.
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