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Correio da Manhã

Economia
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Governo sem esperança de que Reino Unido recue este mês nos corredores aéreos devido à Covid-19.

Secretária de Estado do Turismo admite novos apoios ao turismo e restauração face às restrições britânicas.
Lusa 15 de Julho de 2020 às 13:07
Rita Marques, secretária de Estado do Turismo
Rita Marques, secretária de Estado do Turismo FOTO: Lusa
A secretária de Estado do Turismo afirmou esta quarta-feira que o Reino Unido deverá manter, no final do mês, Portugal fora dos corredores aéreos se usar o mesmo critério, e admitiu novos apoios ao turismo e restauração face a essas restrições.

"Dia 27 de julho vai ser reavaliado. Se se mantiver o mesmo critério, não tenho esperança de que a situação seja revertida", afirmou a governante na comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, onde foi ouvida a pedido do PSD sobre a "estratégia de relançamento do setor do turismo".

Rita Marques disse aos deputados que, para evitar que o Reino Unido e outros países voltem a tomar, como "único indicador", a taxa de infeção que se tem "vindo a trabalhar" com os Negócios Estrangeiros e a Saúde, para dar conta de que o critério "poderia ser melhorado", colando-se ao critério usado pela União Europeia para abrir as fronteiras e que, além das taxas de infeção, contabilizou o número de mortos e a ocupação nos cuidados intensivos, entre outros critérios.

"O critério deve ser mais amplo, com outros parâmetros. É um exercício que temos feito", disse, defendendo também uma regionalização dos dados sobre a doença covid-19, dando o exemplo de que o Porto foi retirado de um mapa 'laranja' nos Países Baixos.

"Queremos mostrar que é um critério desajustado face aos critérios da UE" , disse Rita Marques, salientando ainda "outro exercício" do Governo, quanto a soluções de despistagem, para cidadãos da União Europeia, e quanto a uma operação de despistagem destinada a determinados fluxos turísticos.

A governante admitiu aos deputados que, sem prejuízo das medidas de apoio já lançadas para o turismo, o setor económico mais afetado pela pandemia de covid-19, o Governo poderá "ter necessidade de equacionar novas medidas" para o turismo e restauração.

Rita Marques explicou que, com as restrições para corredores aéreos, as previsões pioraram face à quebra de 50% prevista há um mês.

"Estamos a trabalhar na conversão do incentivo do microcrédito, que até agora converteu 42 milhões de euros", contou, defendendo que o Governo quer "uma conversão a fundo perdido".

A governante disse ainda aos deputados que o turismo e restauração absorveram 22% do 'lay-off' simplificado, e adiantou que "nos próximos dias" vai clarificar as regras para a atividade do setor da animação turística, eventos e congressos.

Portugal contabiliza pelo menos 1.668 mortos associados à covid-19 em 47.051 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em 3 de julho, o Reino Unido anunciou quais os "corredores de viagem internacional" que iria retomar a partir de dia 10 do mesmo mês, excluindo Portugal dessa lista.

A diplomacia portuguesa já reagiu, considerando a decisão do Reino Unido de excluir Portugal dos "corredores de viagem internacionais" como um "absurdo", "errada" e que causa "muito desapontamento", trazendo ainda graves consequências económicas e de confiança recíproca.

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