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Correio da Manhã

Economia
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Grécia rejeita exigência de mais despedimentos pelo FMI

A Grécia rejeitou uma exigência de última hora do Fundo Monetário Internacional para o despedimento de mais funcionários públicos, indicou esta terça-feira fonte ministerial citada pela agência France Presse.
20 de Novembro de 2012 às 13:23
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grécia, fmi, despedimentos FOTO: Reuters

Segundo a fonte, o FMI defendeu na segunda-feira a necessidade de despedir mais 22.000 funcionários públicos em 2014, a juntar aos 27.000 já acordados com as autoridades gregas no âmbito de um pacote de reformas.

"O Governo recusou categoricamente", disse a fonte, que pediu anonimato.

Os ministros das Finanças da zona euro reúnem-se hoje para discutir a retoma do pagamento das prestações do empréstimo internacional à Grécia, depois de um hiato de cinco meses devido a atrasos nas reformas.

Atenas espera desde Junho por uma prestação de 31,2 mil milhões de euros do empréstimo total de 130 mil milhões concedido no início deste ano.

Até ao final do ano, a Grécia deve ainda receber mais dois pagamentos, de 5 mil milhões e de 8,3 mil milhões de euros.

As reformas já acordadas prevêem nomeadamente o despedimento de 125.000 funcionários públicos até 2016, 27.000 dos quais em 2014. A taxa de desemprego na Grécia é actualmente superior a 25 por cento, segundo números oficiais.

O sindicato dos trabalhadores municipais POE-OTA lançou entretanto um movimento de mobilização nacional contra os despedimentos, tendo ocupado várias instalações municipais por todo o país.

Vários presidentes de câmara já se opuseram publicamente aos despedimentos, alegando que o número de funcionários já é insuficiente, incluindo os autarcas de Atenas e Salónica.

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