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Correio da Manhã

Economia
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Greve afecta serviços públicos e privados

Na região Centro, a meio da manhã desta quarta-feira, a greve geral fazia sentir-se em todos os concelhos e sectores, desde a recolha de lixo ao ensino, passando pela Justiça e empresas privadas, segundo os sindicatos. No Tribunal Judicial Viseu só estão garantidos os serviços mínimos, as audiências de julgamento marcadas foram adiadas. Dos funcionários judiciais, 12 estão a trabalhar, três estão de baixa e 52 aderiraram à greve.
24 de Novembro de 2010 às 12:13
Greve afecta serviços públicos e privados
Greve afecta serviços públicos e privados FOTO: Carlos Santos/Lusa

No Hospital de Viseu, segundo a União de Sindicatos de Viseu, a greve dos trabalhadores auxiliares é de 70 por cento e dos enfermeiros é de 96 por cento.
 
Nos Transportes Transdev, em Viseu, a adesão é de 94 por cento.
 
O Sindicatos de Professores da Região Centro garante que às 10h30, 18 escolas secundárias estavam encerradas e  a restantes com adesão à greve a rondar os 60 por cento. Na Escola de Viriato, em Viseu, os alunos em solidariedade com professores e funcionários fecharam a escola a cadeado. Na Escola Infante D. Henrique, os membros do conselho executivo estavam no portão para avisar os pais que não havia aulas.
 
A greve levou ao encerramento das Câmaras de Coimbra, Ansião e de Castelo Branco. Nas 14 Câmaras do distrito da Guarda, a adesão greve ultrapassa os 70 por cento.

Em Coimbra a adesão à greve é de 100 por cento na área da recolha de lixo. Na Câmara Municipal de Peniche, em Leiria, saiu apenas uma viatura.

A adesão é total nos hospitais Pombal, Tondela, Peniche, na Unidade Local de Saúde da Guarda, Seia, Coimbra e Psiquiátrico de Coimbra. No Hospital de Leiria associaram-se ao protesto 51 por cento dos trabalhadores, enquanto em Alcobaça são 43 por cento. Assegurados apenas os serviços minímos.

A Câmara do Entroncamento solidarizou-se com a greve geral e com os seus funcionários, não realizando a cerimónia de aniversário da elevação a concelho, que se assinala hoje.

Em Castelo Branco, a adesão à greve na empresa Danone é de 56 por cento e na Paulo de Oliveira, na Covilhã, ronda os 70 por cento. Na empresa Vista Alegre, em Alcobaça, houve num turno a adesão de 100 por cento dos trabalhadores, enquanto noutro foi de 75 por cento.

Nas Caldas da Rainha, o movimento de clientes é reduzido na Caixa Geral de Depósitos. Na Segurança Social, onde o atendimento aparenta ser normal, devido à pouca adesão à paralisação, também não há filas para o atendimento. Pelo contrário, os serviços municipalizados e a tesouraria da Câmara Municipal estão encerrados. Os outros serviços funcionam a 50 por cento. O Ministério Público junto do Tribunal das Caldas da Rainha está encerrado. O serviço de Finanças está encerrado.

Em Leiria, a Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo e a EB 2 de Marrazes encontram-se fechadas. A Escola Secundária Afonso Lopes Vieira apresenta perturbações no funcionamento. Em  Alcobaça, Marinha Grande, Nazaré e Pombal, Guarda, Almeida, Meda, Manteigas, Celorico da Beira, Fornos de Algodres e Seia, Covilhã e Castelo Branco também há escolas sem aulas.

A adesão à greve da maioria dos professores, aliada à falta de transportes públicos, levou suspensão de aulas em duas das três secundárias da Figueira da Foz, embora as escolas estejam abertas. Na secundária Dr. Joaquim de Carvalho, os mil alunos foram dispensados das actividades lectivas pelas 10h00, face à ausência da maioria dos 116 professores da escola. Na Bernardino Machado, metade dos 100 docentes não compareceu ao serviço e grande parte dos alunos também não foi às aulas, por falta de transportes públicos. Já na secundária Cristina Torres, a falta de transportes públicos levou a que poucos estudantes se dirigissem à escola, que, embora mantenha as portas abertas, não tem atividades lectivas devido à paralisação de funcionários e professores.

A greve geral impede a realização de julgamentos no Tribunal de Santarém, que se mantem aberto apenas para assegurar as diligências urgentes e os serviços mínimos. Segundo números fornecidos pela secretaria do Tribunal, dos 48 funcionários judiciais, 33 fizeram greve, nove compareceram no local de trabalho e quatro estão ausentes com falta justificada. A greve afecta os cinco juízos do tribunal, dois criminais e três cíveis.

Nos Bombeiros Municipais de Santarém, Cartaxo, Coruche, Tomar e Abrantes, verificam-se as médias de adesão na ordem dos 65 por cento.

No Parque Arqueológico do Vale do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, dos 24 funcionários só um foi trabalhar.

Em Santarém, os transportes públicos estão a funcionar com relativa normalidade. 

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