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Correio da Manhã

Economia
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Greve geral: CGTP e UGT falam em adesão de três milhões

O líder da CGTP, Carvalho da Silva, avançou esta tarde uma estimativa de adesão à greve geral de três milhões de trabalhadores.
24 de Novembro de 2010 às 17:46
Carvalho da Silva diz que o êxito da greve "resulta de um trabalho intenso" e afectou todos os sectores
Carvalho da Silva diz que o êxito da greve 'resulta de um trabalho intenso' e afectou todos os sectores FOTO: Lusa

Em conferência de imprensa, em Lisboa, o porta-voz apelidou a paralisação de "extraordinária greve geral" e agradeceu aos aderentes pelo "gesto extraordinário. "É uma grande, muito grande greve geral. É a greve geral com maior impacto até hoje", referiu.

"O êxito resulta da justeza das posições. É uma greve que resulta de um trabalho intenso", acrescentou. Carvalho da Silva destacou a "transversalidade" da greve, referindo que a mesma atingiu os sectores público e privado e abrangeu "camadas de trabalhadores com qualificações muito diversificadas".

Da UGT, João Proença salientou que a greve atingiu todos os sectores e apelidou a jornada de "solidariedade não só entre os trabalhadores que fizeram greve e o resto da população".

COMÉRCIO SEM ADESÕES

O sector do comércio e serviços não teve qualquer registo de adesão à greve geral, disse à Lusa fonte da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP). "Não houve qualquer registo" até ao momento, disse a mesma fonte.

A área de comércio e serviços emprega cerca de 750 mil pessoas, segundo a CCP. 

PARAGENS NA INDÚSTRIA NÃO VÃO ALÉM DOS 4%

As adesões à greve geral de na indústria portuguesa não ultrapassam os 4 por cento, com excepção dos trabalhadores dos portos, de acordo com dados da CIP.

Os números distribuídos pelas associações que compõem a CIP - Confederação da Indústria Portuguesa mostram que o maior nível de adesão aconteceu nas 600 empresas que estão na Associação Portuguesa das Empresas Químicas, onde 3,8 por cento dos cerca de 4.800 trabalhadores fizeram greve.

ASAE SEM 70% DOS INSPECTORES

Cerca de 70 por cento dos inspectores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) aderiram à greve geral, segundo dados da associação sindical que os representa. "A nível nacional, cerca de 70 por cento dos inspetores aderiram à greve. Existe também uma grande adesão por parte das outras carreiras da ASAE, como é o caso de Coimbra, em que o pessoal administrativo de apoio à Inspecção atingiu os 100 por cento", lê-se no comunicado.

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