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Correio da Manhã

Economia
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Greves na CP vão continuar

As greves na CP mantêm-se porque os sindicatos ficaram insatisfeitos com o resultado da reunião desta terça-feira com o ministro da tutela, que optou por pedir uma avaliação do regime de trabalho dos ferroviários à Inspecção das Finanças.
31 de Maio de 2011 às 20:28
Clientes da CP vão sofrer com novas paralisações
Clientes da CP vão sofrer com novas paralisações FOTO: Vasco Neves

"A reunião de hoje com o Presidente da CP EPE, com o ministro e o secretário de Estado dos Transportes foi inconclusiva quanto ao objectivo fundamental que é a aplicação do Acordo de Empresa", disse à agência Lusa, António Medeiros, presidente do Sindicato dos Maquinistas (SMAQ).  

António Medeiros criticou o facto de o Presidente da CP ter defendido no encontro a necessidade duma inspecção por parte das Finanças, já depois do Ministério ter transmitido o entendimento e autorização para que a empresa aplique os regimes de trabalho mais favoráveis, os que estão previstos no Acordo de Empresa, com prejuízo do Regime da Função Pública, conforme o que foi acordado com os sindicatos a 21 de Abril. "Assim, o calendário de greves vai continuar", disse o sindicalista referindo que o SMAQ continua disponível para a negociação.  

O Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) também optou por manter as greves em curso e responsabilizou o ministro António Mendonça, e o presidente da CP pela continuidade do conflito, que se arrasta desde Fevereiro.  

"O senhor ministro António Mendonça confirmou a recepção da autorização do Ministério das Finanças no que toca aos fundamentos do acordo subscristo com o sindicato em 21 de Abril, mas não a quer assumir sem uma outra confirmação, agora da inspecção das finanças", afirmou o sindicato num comunicado emitido após a reunião entre sindicatos, empresa e Governo.  

O SFRCI considerou que a tutela e o presidente da CP estão a declinar as suas responsabilidades num inspector das finanças.

Para a CP o encontro de hoje com a tutela representou "um avanço no processo", dado que o Governo informou que vai determinar uma análise da  proposta entregue a 21 de Abril para posterior validação, ou não. Na opinião da empresa "as greves em curso não levam a lado nenhum, a não ser ao agravamento dos prejuízos", disse à Lusa a porta-voz da CP.

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