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Correio da Manhã

Economia

Guilherme Pinto acusa Rui Rio de querer protagonismo

Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Matosinhos, acusou esta sexta-feira Rui Rio, seu homólogo do Porto, de querer protagonismo e de ser um elemento desagregador da Junta Metropolitana (JMP) no caso dos vencimentos da Metro do Porto.
30 de Abril de 2010 às 17:01
Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Matosinhos
Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Matosinhos FOTO: José Moreira/Record

"No plano dos princípios, Rui Rio tem toda a razão. Mas, ao demitir-se [da empresa Metro Porto] a menos de 24 horas da reunião da JMP, demonstrou que, mais do que congregar vontades, quer protagonismo", afirmou Guilherme  Pinto, outro dos autarcas com cargo não-executivo na administração da Metro do Porto que terá de devolver os salários recebidos desde Janeiro de 2007.

O autarca socialista diz ter "grandes dificuldades" em se rever "neste tipo de gestão", que contribui para que a JMP tenha "cada vez menos significado".

"Fico perplexo com este tipo de gestão. Isto não é forma de congregar  os autarcas", observa.

O edil lembra que "o mandato de Rui Rio [na Metro do Porto] é inerente às funções desempenhadas na JMP", pelo que a sua eventual demissão "devia ter sido, antes de mais, resolvida na JMP".  

"É uma posição correcta, mas que fragiliza a JMP", lamenta.   

O autarca revelou, ainda, que só se demitirá da Metro do Porto, como fez o autarca portuense, caso a JMP assim o decida.  

"O meu mandato é na JMP. Se a JMP achar que não devo continuar, demitir-me-ei.  Não estou lá por causa dos vencimentos. Nem todos fazem isso. Rui Rio, em vez de tentar unir, tenta protagonizar", frisou.  

Manuel Castro Almeida, presidente da Câmara de S. João da Madeira, revelou esta sexta-feira, no final da reunião da JMP, que aquele organismo pediu aos autarcas representados no Metro do Porto que se mantenham em funções.  

Guilherme Pinto refere que já não estava presente na reunião de da JMP quando este assunto foi discutido, porque "a reunião correu de tal forma", desde logo porque "começou tardíssimo", que o autarca "teve de sair". 

Vários autarcas que acumulam a função de administradores não-executivos da Metro do Porto terão que repor os salários recebidos desde 1 de Janeiro  de 2007, de acordo com instruções da IGF.  

Os autarcas que terão que devolver os salários auferidos são Rui Rio,  Marco António Costa (Gaia), Mário de Almeida (Vila do Conde), Valentim Loureiro  (Gondomar) e Guilherme Pinto (Matosinhos).  

Na quinta-feira Rui Rio anunciou que vai apresentar a demissão do  cargo que desempenhava na Metro do Porto por não estar "disponível para ser enxovalhado".  

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