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Correio da Manhã

Economia
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HÁ FALTA DE AUDITORES

O número de auditores certificados é ainda insuficiente, revelou o presidente do Instituto Português da Qualidade (IPQ), a propósito da apresentação à comunicação social da Semana da Qualidade, que hoje começa.
11 de Novembro de 2002 às 00:11
Carlos Ganopa revelou que existem em Portugal apenas 156 auditores certificados e umas centenas de auditores técnicos, quando são precisos de dois a três mil. Como, no decorrer do próximo ano, as entidades distinguidas com a norma ISO 9000 terão de transitar para a ISO 9001, espera-se um volume de trabalho acrescido para estes profissionais, embora o IPQ afirme que conseguirá dar resposta a todos os processos.

“Não temos ainda um número suficiente de auditores certificados”, afirmou o responsável, acrescentando que, “apesar de esperarmos um ‘boom’ no pedido de auditorias no próximo ano, (...) penso que a certificação das empresas se vai fazer”. Assim, o IPQ está a “fazer um esforço contínuo na formação de auditores”, estando neste momento a terminar mais um curso de pós-graduação.

O Instituto está também a implementar sistemas de gestão da qualidade, que vão distinguir por patamares especialmente as pequenas e micro-empresas, de forma a que se possam aproximar cada vez mais da excelência. Além disso, vai certificar pessoas, pelo que o número de auditorias necessárias deverá crescer grandemente quando estes objectivos forem concretizados.

CERTIFICAÇÃO DE PME

Os sistemas de gestão da qualidade têm por objectivo atrair as micro, pequenas e médias empresas para a implementação de processos de funcionamento que, por níveis, as leve até à excelência.
“O objectivo é dar às empresas com menos recursos financeiros a possibilidade de alcançarem a certificação por níveis e, portanto, com um menor esforço financeiro e com prazos mais dilatados”, uma vez que não se pode chegar junto de um pequeno empresário e dizer-lhe que “vai gastar milhares de contos” e esperar muito tempo até possuir uma das normas da qualidade, salienta o presidente do IPQ.

É que em Portugal há apenas cerca de três mil empresas certificadas, sendo, por isso, necessário “criar incentivos para que as empresas caminhem para a certificação e, ao mesmo tempo, incentivar as já acreditadas para a melhoria contínua”.
Como exemplo do êxito deste método de certificação, Carlos Ganopa refere a norma PME, que acompanha a nível europeu cerca de 20 milhões de pequenas e médias empresas, e que tem um funcionamento semelhante ao que o IPQ pretende instituir. É que “os custos da não qualidade são enormes”, acrescenta.
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