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Correio da Manhã

Economia
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“Há sinais de redução de tráfego nos telemóveis”

António Carrapatoso, Presidente da Vodafone Portugal, falou ao CM.
17 de Novembro de 2008 às 00:30
“Há sinais de redução de tráfego nos telemóveis”
“Há sinais de redução de tráfego nos telemóveis”

Correio da Manhã – Os portugueses estão, neste contexto de crise, a reduzir custos nos serviços de telemóveis?

António Carrapatoso – Não estamos a sentir tanto como outros mercados, porque é visto como um serviço essencial. Mas o seu peso (nos orçamentos familiares) não é significativo. A factura média no serviço pré-pago é de cerca de dez euros por mês... Ainda assim, notámos alguns sinais de abrandamento em Outubro.

– Mas as receitas aumentaram?

– Aumentaram 3,2 por cento, mas no último semestre (entre Abril e Setembro).

– A que se deve este aumento?

– Cresceram devido à quota de mercado (a Vodafone conquistou 399 mil clientes) e aos dados móveis. As receitas destes serviços cresceram 2,5 por cento.

– Quanto ao futuro, aproveitou o Congresso das Comunicações para lançar a ideia da criação de uma rede única de nova geração, partilhada entre todos os operadores de telecomunicações.

– Achamos que as políticas públicas devem incidir na promoção de investimento eficiente e na concorrência. Nesse sentido, acreditamos que o sucesso de uma rede nacional de nova geração seria uma alavanca importante para o desenvolvimento de Portugal com coesão social. Uma rede aberta a todos os operadores, que pagariam pelo seu uso, permitiria preços e serviços mais competitivos.

– Qual o valor de investimento?

– O investimento que calculámos para essa rede passiva foi de 2,5 mil milhões de euros para ligar 2,6 milhões de casas. Parte deste valor, cerca de 500 milhões de euros, poderia ser financiada pelo Estado, havendo fundos comunitários para esse efeito.

– E as operadoras também seriam accionistas?

– Podem ser mas com uma participação mínima.

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