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Correio da Manhã

Economia
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Herdeira é contra escolha de ditador

Fonte próxima de Fátima Roque revela que a ex-mulher de Horácio Roque está preocupada com a escolha de Obiang para a recapitalização do banco.
7 de Fevereiro de 2014 às 18:13
Fátima Roque tem travado uma dura batalha judicial  para reconhecer os seus direitos nas sociedades do Banif
Fátima Roque tem travado uma dura batalha judicial para reconhecer os seus direitos nas sociedades do Banif FOTO: Ricardo Almeida

Fátima Roque, a ex-mulher do fundador do Banif, Horácio Roque, não vê com bons olhos a escolha da Guiné Equatorial, liderada pelo ditador Teodoro Obiang, como parceiro para a recapitalização do banco. O país africano deverá entrar, através da Sonagas, com 130 milhões de euros no Banif, arriscando-se a assumir de 11% a 15% do capital da instituição, uma percentagem superior à da família Roque.

Fonte próxima de Fátima Roque, que mantém uma disputa judicial com as filhas pela herança indivisa do património, revelou ao CM que a professora "vê com muita preocupação que continuem a ser tomadas decisões no Banif que afetam os direitos sociais do acionista de referência sem que seja ouvida".

Em julho, o Tribunal da Relação de Lisboa ordenou o arrolamento de um conjunto de bens de Horácio Roque e reconheceu à ex-mulher o direito à participação em várias sociedades do grupo Banif. Ao que o CM apurou, Fátima Roque terá entretanto pedido ao tribunal que a reconheça como fiel depositária dos títulos das respetivas sociedades. Um requerimento que foi aceite pela Justiça, que estará já a notificar as empresas e as entidades de supervisão dessa alteração.

As citações incluem, por exemplo, a Rentipar, a Soil e o Banif Sgps. Também Fernando Inverno, antigo braço-direito de Horácio Roque que figurava na lista de herdeiros e atual administrador da Rentipar, estará na lista de notificados. A par de Paula Caetano, a mulher com quem o comendador vivia em união de facto à época da morte, e a fundação Tercris, sociedade que terá recebido parte do património do casal após o divórcio. O despacho judicial assinado na semana passada, segundo apurou o CM, ordena que os títulos sejam depositados numa conta de Fátima Roque e dá um prazo de cinco dias – a contar a partir do momento da notificação – aos notificados para que cumpram a decisão.

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