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Correio da Manhã

Economia
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Híperes baixam preço da gasolina

Comprar gasolina nas auto-estradas nacionais pode custar em média mais 2,3 cêntimos por litro do que nos postos situados em hipermercados. Uma diferença que é ainda maior quando se fala de gasóleo – 2,8 cêntimos a mais por litro quando comprado nas auto-estradas. Esta é uma das conclusões do Relatório de Acompanhamento dos Mercados de Combustíveis Líquidos e Gasosos relativo ao ano passado, que o presidente da Autoridade da Concorrência (AdC), Abel Mateus, divulga hoje.
19 de Março de 2007 às 00:00
Híperes baixam preço da gasolina
Híperes baixam preço da gasolina FOTO: Vítor Mota
Desde que assumiu a liderança da entidade reguladora, Abel Mateus fez do acompanhamento do sector dos combustíveis uma prioridade, divulgando periodicamente relatórios sobre preços e procura.
No último destes documento, ao qual o Correio da Manhã teve acesso, a AdC denuncia que “os preços médios mais elevados” dos combustíveis verificaram-se nos postos de auto-estradas, onde o litro da gasolina sem chumbo 95 chegou aos 1,224 euros e o litro do gasóleo alcançou os 1,010 euros. Os preços médios mais baixos registaram-se nos postos de hipermercados – 1,201 euros por litro da gasolina sem chumbo 95 e 0,982 euros por litro do gasóleo. O mesmo é dizer que encher o depósito no hipermercado fica 1,9% mais barato no caso da gasolina sem chumbo 95 e 2,8% no do gasóleo.
A Autoridade da Concorrência revela que Portugal perdeu posições no ranking da União Europeia a 15 membros no que respeita a preços médios antes dos impostos mais baixos para os dois combustíveis, “passando do 8.º lugar para o 12.º na gasolina e do 7.º para o 11.º lugar no gasóleo”. “No final de Dezembro, a gasolina sem chumbo 95 apresentava um preço médio de venda ao público líquido de impostos de 0,445 euros/litro e o gasóleo de 0,492 euros/litro em Portugal o que compara, respectivamente, com os preços de 0,413 euros/litro e 0,473 euros litro registados em média na UE”, lê-se no documento.
Tal como já tinha sido denunciado ao longo de 2006, o relatório faz notar uma quebra de 2,8 por cento no consumo global de combustíveis durante o ano que passou.
PERFIL
Abel Mateus tem 58 anos, é casado e tem dois filhos. Licenciado em Economia pelo ISCEF e doutorado pela Universidade da Pensilvânia, assumiu a presidência da Autoridade da Concorrência em 2003. Já foi administrador do Banco de Portugal, entre 1992 e 1998, e membro do Comité de Política Económica da UE, entre 92 e 94).
APONTAMENTOS
QUEDA NO CONSUMO
No período de um ano, o consumo de gasolina caiu 6,9 por cento e o de gasóleo desceu 1,4 por cento. Uma diminuição que pode ser atribuída aos elevados preços do petróleo durante grande parte de 2006.
GPL SOBE 2,7%
O consumo de GPL atingiu as 849 mil toneladas em 2006, ou seja, 2,7 por cento acima dos valores registados em 2005. Já a procura de gás propano e butano de garrafa desceu 4,3% e 3,9%, respectivamente, em 2006 relativamente ao ano anterior.
GÁS MAIS CARO
O preço do gás propano engarrafado subiu 7,6 por cento ao longo de 2006, tendo passado dos 1,61 euros por quilo no início do ano para os 1,71 euros/quilo no final do período. A subida foi ligeiramente inferior para o gás butano de garrafa, que passou de 1,32 euros/quilo para 1,37 euros/quilo - um aumento de 5,4 por cento.
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