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Correio da Manhã

Economia
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Horta Osório vai receber prémio de 1,7 milhões

O presidente do banco britânico Lloyds, António Horta Osório, vai receber um prémio de desempenho de 1,7 milhões de euros, mas será adiado até 2018 e dependente do desempenho das ações da instituição financeira.
1 de Março de 2013 às 12:32
Prémio de António Horta Osório está dependente do desempenho das ações da instituição financeira
Prémio de António Horta Osório está dependente do desempenho das ações da instituição financeira FOTO: Miguel Baltazar/Jornal de Negócios

O banco adiantou em comunicado que funcionários vão ter um bónus total de 365 milhões de libras, apesar de os prejuízos terem sido de 1,5 mil milhões de euros em 2012, o que dará a cada empregado cerca de 3.900 libras.

O 'chairman' do banco, Sir Winfried Bischoff, considerou que o Lloyds tinha que mostrado "moderação" na sua política de prémios.

"Enquanto o Lloyds Banking Group continuou a mostrar contenção nos prémios anuais, acreditamos que os nossos empregados serão recompensados pela sua contribuição no sentido de concluir o plano de reestruturação", afirmou.

O Lloyds reduziu os prejuízos em 50% em 2012 em relação ao ano anterior, para os 1.343 milhões de libras (1.560 milhões de euros), apesar das indemnizações milionárias pela venda indevida de seguros.

Num comunicado, o banco, que foi parcialmente nacionalizado em 2008, adiantou que os prejuízos se deveram em grande parte às provisões que teve de efetuar para compensar os clientes aos quais vendeu de forma inadequada seguros de proteção e contra a volatilidade das taxas de juro.

Para fazer frente a estas indemnizações, a instituição financeira, em que o Estado britânico detém 39%, disponibilizou 3.575 milhões de libras (4.150 milhões de euros) o ano passado.

No total, o custo das indemnizações alcança já os 6.800 milhões de libras (7.900 milhões de euros).

O plano de reestruturação inclui o despedimento de 15 mil trabalhadores e a venda de mais de 600 sucursais ao Cooperative Bank, transação atualmente em curso.

O anterior gestor do Banco Santander Totta, mostrou-se convencido de poder voltar aos lucros e adiantou que vai continuar a investir "num modelo de um banco mais pequeno, centrado no Reino Unido, mais simples, de menos risco e centrado na atenção ao cliente".

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