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Correio da Manhã

Economia
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Imigrantes com 3,3 por cento

Cerca de 3,3 por cento dos postos de trabalho em Portugal são ocupados por estrangeiros, revela o Euroíndice Laboral, um estudo realizado pela Adecco, líder mundial em recursos humanos. A maioria dos imigrantes, mais concretamente 88,3 por cento, é originária de países da União Europeia, adianta ainda o estudo que analisa 2005 e faz previsões até Junho de 2006.
15 de Abril de 2006 às 00:00
Em Setembro de 2005, a União Europeia contava com 11,2 milhões de imigrantes
Em Setembro de 2005, a União Europeia contava com 11,2 milhões de imigrantes FOTO: Natália Ferraz
O Euroíndice Laboral faz uma análise laboral de sete países (Portugal, Reino Unido, Espanha, Polónia, Alemanha, Itália e França), tendo concluído que Portugal é o País que menos imigrantes tem na sua força produtiva, com excepção da Polónia.
A União Europeia contava, em Setembro de 2005, com 11,2 milhões de imigrantes na sua força de trabalho, o que representa uma proporção de cerca de sete trabalhadores estrangeiros por cada 100.
Espanha é o país com a maior percentagem de estrangeiros entre os seus trabalhadores (11,2%) e, contrariamente à tendência geral, o número de não comunitários é superior ao de trabalhadores de países europeus. E foi também o país que mais gerou empregos na União Europeia: 36% do total de empregos, percentagem que deverá atingir este ano os 41 por cento.
Em termos globais, sete em cada dez empregos criados o ano passado foram para cidadãos da União Europeia, o que revela um crescimento de 11,3 por cento face a 2004.
Em termos gerais, o mercado laboral deverá voltar a cair ligeiramente em Julho de 2006. No entanto, e na mesma proporção, ou seja, sete em cada 10 empregos gerados dizem respeito a trabalho temporário, o que manifesta um crescimento de 5,7 por cento mais do que em 2004.
Também a este nível, Espanha lidera o conjunto de países que mais empregos temporários criou em 2005: perto de 34 por cento de postos criados contra os 5,7 por cento registados no Reino Unido, o país que menos recorreu a esta figura laboral.
Entretanto, as previsões do estudo, que se estendem até ao final do primeiro semestre deste ano, apontam para um aumento do trabalho temporário em 4,5 por cento até Junho deste ano. Os sete países estudados representam mais de 75 por cento da população e do PIB dos 25 Estados-membros da União Europeia.
DESEMPREGO DE LONGA DURAÇÃO
Portugal é o único país europeu em que o número de desempregados de longa duração deverá aumentar até Junho de 2006, de acordo com as projecções da Adecco. Já em 2005, tinha sido o país, dos sete analisados, com o maior crescimento, com uma subida de cerca de 3,5 por cento. Neste momento, 50,3 por cento dos desempregados portugueses estão sem trabalho há mais de um ano.
Já em Espanha espera-se uma redução destes desempregados, que representam 27,7 por cento do total. Com esta taxa, Espanha ocupará o segundo lugar do ranking dos países com menos desempregados de longa duração, atrás da França, uma situação que não se registava há pelo menos 20 anos, conclui o estudo.
PREVISÕES
MULHERES
O emprego feminino deverá crescer acima do masculino na União Europeia. Em Portugal, o estudo prevê que, em 2006, 46,3 por cento dos postos de trabalho pertençam a mulheres, uma tendência dos últimos anos.
EMPREGOS
As previsões da Adecco apontam para que sejam criados na Europa, até Junho deste ano, 872 mil empregos de trabalho temporário, 719 mil postos de trabalho fixos e 288 mil empregos por conta própria.
EUROPA
A economia europeia deverá manter uma tendência de crescimento moderada, com um ritmo insuficiente, apesar dos estímulos monetário e fiscal. O preço do petróleo é um dos perigos que ameçam o já parco crescimento.
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