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Correio da Manhã

Economia
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Inapa regista prejuízos de 900 mil euros até Setembro

A Inapa registou prejuízos de 900 mil euros nos primeiros nove meses do ano, que compara com lucros de 2,2 milhões de euros do período homólogo, o que resultou do agravamento das condições de crédito.
4 de Novembro de 2011 às 19:16
Empresa é liderada por José Felix Morgado
Empresa é liderada por José Felix Morgado FOTO: d.r.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo dedicado à venda e distribuição de papel anunciou um agravamento em 18 por cento dos custos financeiros, que atingiram os 15,7 milhões de euros, "fruto do agravamento das condições de crédito".          

No entanto, a empresa liderada por José Félix Cardoso realça que conseguiu "amortecer este cenário com uma significativa redução da dívida, em mais de 42 milhões de euros face a setembro de 2010".         

Até Setembro, o volume de vendas aumentou 4,4 por cento para 744,9 milhões de euros, em relação a igual período do ano anterior, uma subida motivada pelo segmento de negócios complementares (embalagem e comunicações visuais), com o negócio de embalagem a contribuir com vendas superiores a 28 milhões de euros.          

"No total, os negócios complementares, onde o grupo Inapa tem vindo a concentrar grande parte da sua estratégia, apresentava-se no final de Setembro com um volume de vendas de 64,4 milhões de euros, 8,6 por cento do total de vendas consolidadas alcançadas pelo grupo", acrescentou a empresa no comunicado ao regulador do mercado.          

A Inapa destacou ainda "as dificuldades que se têm sentido na Europa no que diz respeito a uma forte pressão concorrencial em todos os mercados e consequente tendência de queda das margens brutas".          

Os resultados operacionais (EBIT) atingiram os 15,2 milhões de euros no período, uma queda de 14,7 por cento face ao período homólogo do ano anterior.         

Até Setembro, o EBITDA (Resultados Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortizações) recorrente foi de 20,3 milhões de euros, menos 14,3 por cento do que no período homólogo, em que o comportamento positivo dos negócios complementares acaba por compensar parte da redução das margens que teve repercussão negativa no negócio do papel.          

Segundo a empresa, "o negócio de embalagem foi o que evidenciou maior dinamismo, registando um crescimento até Setembro de 21 por cento face a 2010, com vendas de 28,1 milhões de euros, mantendo a tendência verificada no ano anterior".

Em contrapartida, o negócio de papel sofreu uma desaceleração sobretudo no terceiro trimestre, em que se registou uma queda dos volumes de 4,1 por cento.             

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