Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
5

Incerteza agrava risco da dívida

Banca de investimento afasta aposta no mercado português.
Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 28 de Outubro de 2015 às 21:50
O Royal Bank of Scotland diz que a "situação continua muito volátil" em Portugal
O Royal Bank of Scotland diz que a 'situação continua muito volátil' em Portugal FOTO: Brendan McDermid/Reuters
A incerteza política em Portugal está a penalizar os juros da dívida pública, que não param de subir desde o dia das eleições. A diferença entre os prémios de risco de Portugal e Espanha, que era no início de outubro de 52 pontos, superou esta terça-feira os 88 pontos.

Pela terceira sessão consecutiva, o prémio de risco cobrado pela dívida portuguesa fechou acima dos 202 pontos, o valor mais elevado dos últimos dois meses, com a taxa de juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos a subir até aos 2,469%.

No início de outubro, antes das eleições, aquelas obrigações tinham uma taxa de juro que não ia além dos 2,30%. O Royal Bank of Scotland (RBS), numa nota sobre Portugal, diz que a "situação continua muito volátil, pelo que recomendamos que fiquem de fora do mercado português. Preferimos Espanha e Itália". Outros bancos também estão a aconselhar que se desfaçam as posições longas em dívida nacional.
Portugal Espanha Royal Bank of Scotland juros dívida pública Obrigações do Tesouro
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)