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Correio da Manhã

Economia
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Crescimento da economia abrandou para 2,1% no primeiro trimestre do ano

Valor sofreu desaceleração face ao último trimestre de 2017 segundo estimativa do INE.
Lusa 30 de Maio de 2018 às 11:09
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O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou hoje que a economia portuguesa cresceu 2,1% em termos homólogos e 0,4% em cadeia no primeiro trimestre deste ano, desacelerando face ao último trimestre de 2017.

Na divulgação das Contas Nacionais Trimestrais de hoje, o INE confirma os valores para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre que tinha divulgado na estimativa rápida.

No último trimestre do ano passado, a economia tinha crescido 2,4% em termos homólogos e 0,7% em cadeia.

O contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB "aumentou de forma ténue no primeiro trimestre, para 2,6 pontos percentuais (2,5 pontos percentuais no trimestre anterior), com as três componentes a evoluírem no mesmo sentido".

O consumo privado aumentou 2,1% em termos homólogos e o consumo público subiu 0,3%, ambos mais 0,1 pontos percentuais do que no trimestre anterior.

"Refira-se que o consumo privado na ótica do território continuou a registar crescimentos mais intensos (3,2%) que o consumo de residentes, em resultado do comportamento das despesas efetuadas em Portugal por não residentes (turistas)", observa o INE.

Já o investimento acelerou, passando de um crescimento homólogo de 6,4% no quatro trimestre para 6,6%, uma evolução que "foi determinada pelo comportamento da variação de existências, visto que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) abrandou, devido, sobretudo, à componente da construção".

A FBCF aumentou 4,7% no primeiro trimestre, menos 1,2 pontos percentuais do que no trimestre anterior, devido a um "crescimento menos intenso da FBCF em construção, que passou de uma variação homóloga de 7,9% no quarto trimestre para 2,3%".

O INE recorda que em março foram registados níveis elevados de precipitação, "o que poderá ter condicionado a atividade de construção".

Por outro lado, o contributo da procura externa líquida continuou a ser negativo e agravou-se nos primeiros três meses deste ano, representando -0,4 pontos percentuais (-0,1 pontos percentuais no quarto trimestre), devido a uma "desaceleração das exportações de bens e serviços em volume mais acentuada que a observada nas importações de bens e serviços".

As exportações cresceram 4,6% e as importações avançaram 5,4%, contra uma subida de 7,3% e 7,1% no trimestre anterior, segundo o INE.

No primeiro trimestre, o emprego corrigido de sazonalidade registou um crescimento homólogo de 3,1%, 0,1 pontos percentuais inferiores à taxa observada no último trimestre de 2017.

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