INE estima que a taxa de variação homóloga do índice relativo aos produtos energéticos esteja agora nos 26,7%, contra 19,8% no mês anterior.
Os preços estão a subir a um ritmo cada vez mais elevado. Em abril, a variação homóloga do IPC terá aumentado para 7,2%,
Os preços estão a subir a um ritmo cada vez mais elevado. Em abril, a variação homóloga do IPC terá aumentado para 7,2%, de acordo com a primeira estimativa do Instituto Nacional de Estatística.
É o valor mais alto desde março de 1993.
"Tendo por base a informação já apurada, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá aumentado para 7,2% em abril (5,3% em março). Trata-se do valor mais elevado registado desde março de 1993", diz o INE.
O INE estima que a taxa de variação homóloga do índice relativo aos produtos energéticos esteja agora nos 26,7%, contra 19,8% no mês anterior.
Estima-se que a taxa de variação homóloga do índice relativo aos produtos energéticos se situe em 26,7% (19,8% no mês precedente), valor mais alto desde maio de 1985, enquanto o índice referente aos produtos alimentares não transformados terá apresentado uma variação de 9,5% (5,8% em março).
No entanto, o índice de inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e energéticos, também terá acelerado para 5% (contra 3,8% no mês anterior). O IHPC, que serve para comparações internacionais, vai nos 7,4%.
A subida dos preços tem estado no centro do debate político, com a oposição a acusar o Governo de provocar desvalorizações dos salários e de pensões, e com o Executivo a argumentar que alterar a política de rendimentos reforçando salários e pensões poderia agravar a inflação.
Inflação que conta para aumentos salariais vai já nos 2,8%
Um dos aspetos desse debate está relacionado com as atualizações salariais da Função Pública, que o Governo fixou em 0,9% no outono, tendo em conta a inflação então verificada, à qual ainda descontou a quebra de preços do ano anterior (-0,1%).
A estimativa provisória do INE também nos diz que o valor que conta para os aumentos salariais - a inflação média dos últimos doze meses - vai já nos 2,8% (contra os 2,2% no ano anterior). Enquanto a inflação homóloga continuar a subir, este valor também sobe.
O Governo tinha o compromisso de atualizar os salários da Função Pública em linha com a inflação registada, mas agora que a subida de preços é elevada deixou cair essa intenção.
Esta quinta-feira, o gabinete do primeiro-ministro veio reiterar ao Negócios que em 2023 as atualizações vão depender da "capacidade financeira do Estado", não garantindo a inflação passada.
As dúvidas surgiram porque o Governo continua a dizer que vai "atualizar" os salários da Função Pública, embora não pretenda cobrir a inflação, o que implica cortes reais nos salários.
Os dados relativos a abril serão confirmados no dia 11 de maio.
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