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Correio da Manhã

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Inflação sobe para 8,7% em junho e atinge máximo desde dezembro de 1992

Dados definitivos referentes ao IPC do mês de junho de 2022 serão publicados pelo INE em 12 de julho.
Lusa 30 de Junho de 2022 às 11:35
Estatísticas
Estatísticas FOTO: Getty Images
A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá aumentado para 8,7% em junho, face aos 8,0% de maio, o valor mais alto desde dezembro de 1992, estimou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com a estimativa rápida divulgada pelo instituto estatístico, "tendo por base a informação já apurada, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá aumentado para 8,7% em junho (8,0% em maio)".

"Trata-se do valor mais elevado desde dezembro de 1992", sublinha.

O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) terá registado uma variação de 6,0% (5,6% no mês anterior), o registo mais elevado desde maio de 1994.

Quanto à taxa de variação homóloga do índice relativo aos produtos energéticos, o INE estima que se situe nos 31,7% em junho (27,3% no mês precedente), o "valor mais alto desde agosto de 1984".

Já o índice referente aos produtos alimentares não transformados terá apresentado uma variação de 11,9%, que compara com 11,6% em maio.

Em junho face ao mês anterior, a variação do IPC ter-se-á fixado em 0,8% (1,0% em maio e 0,2% em junho de 2021), estimando-se uma variação média nos últimos 12 meses de 4,1% (3,4% no mês anterior).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português terá registado uma variação homóloga de 9,0% em junho (8,1% no mês anterior).

Os dados definitivos referentes ao IPC do mês de junho de 2022 serão publicados pelo INE em 12 de julho.

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