Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
8

Inquérito ao BES: "Este caso nunca teria sido detetado num processo normal de supervisão"

Análise feita à ESI "só foi possível no âmbito dos poderes que o Banco de Portugal tinha no quadro do PAEF".
Diana Ramos 17 de Novembro de 2014 às 10:23
Governador do Banco de Portugal acompanhado pelo presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo
Governador do Banco de Portugal acompanhado pelo presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo FOTO: TIAGO PETINGA/LUSA

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, disse esta segunda-feira aos deputados que "este caso nunca seria detetado num processo de supervisão normal, porque a Espírito Santo Internacional (ESI) nunca teria sido objeto de uma auditoria externa".

Segundo Carlos Costa, a análise feita à ESI, mediante um exercício de avaliação aos principais devedores das instituições de crédito, "só foi possível no âmbito dos poderes que o Banco de Portugal tinha no quadro do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF)".

"Não se podia ser mais intrusivo", sublinhou.

Sobre os problemas no universo do GES, o governador deixou um desabafo: "nunca equacionei que um conglomerado misto (junção de empresas da área financeira e não financeira num mesmo grupo) pudesse ter um impacto desta dimensão".

Carlos Costa revelou também que a equipa de supervisão do Banco de Portugal foi toda alterada depois da saída de Vítor Constâncio e da sua tomada de posse como governador, tendo havido uma segunda alteração de quadros já durante o seu mandato.

Ver comentários