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Correio da Manhã

Economia

Instituto da Água nega corte de caudal no Guadiana

O presidente do Instituto da Água desmentiu esta quinta-feira que Espanha esteja a controlar o caudal do Rio Guadiana, travando a entrada de água na barragem do Alqueva.
31 de Agosto de 2006 às 10:10
"Não está a haver nenhum incumprimento por parte de Espanha do convénio luso-espanhol. Não há caudais zero. O valor que a convenção prevê passar no Guadiana é de dois metros cúbicos por segundo e o valor mínimo que passou foi de três metros cúbicos por segundo", disse Orlando Borges em declarações à rádio 'TSF'.
O mesmo responsável confirmou que o Alqueva tem armazenada pouco mais de 60 por cento de água, garantindo de que se trata de uma situação normal.
O responsável do Instituto da Água reagia assim à notícia divulgada na edição de hoje do "Diário de Notícias", que avança que as autoridades espanholas estão a cortar o caudal do rio Guadiana e que, em consequência, a barragem do Alqueva permaneceu 19 dias sem caudal afluente e outros 15 com fluxo residual.
Aquela publicação cita dados do Instituto da Água ainda por validar, que dizem respeito a avaliações feitas desde Maio último.
De acordo com o mesmo jornal, o ministério do Ambiente espanhol admite que secou o Guadiana, em Badajoz, durante a passada segunda-feira alegando tratar-se de uma medida necessária devido ao período de seca que a região atravessa.
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