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Correio da Manhã

Economia
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Insular planeou fuga a impostos

O dono formal do Banco Insular (BI), José Vaz Mascarenhas, enviou em 2001 um memorando à administração do BPN no qual dava conta dos planos de abertura de uma sucursal no País. O presidente do BI planeou em detalhe a fuga às contribuições relativas ao funcionário que o escritório em Lisboa teria e a forma de financiamento dos meios necessários à instalação do banco sem que fossem levantadas suspeitas junto do Banco de Portugal (BdP).

7 de Maio de 2009 às 00:30
José Vaz Mascarenhas foi ontem ouvido pela segunda vez na comissão de inquérito ao BPN
José Vaz Mascarenhas foi ontem ouvido pela segunda vez na comissão de inquérito ao BPN FOTO: João Relvas, Lusa

O documento foi revelado pelo CDS-PP. "A instalação formal de sucursal, com actividade registada nas Finanças, parece de evitar", relata o presidente do BI à administração.

Como solução, Vaz Mascarenhas propôs ao BPN a não inscrição na Segurança Social, "não havendo descontos nem da entidade patronal nem do empregado", um PPR contratado no BPN, um seguro de saúde e um seguro "que indemnize o empregado pelos salários cessantes em caso de doença". Vaz Mascarenhas propôs ainda a compra de um carro. "Dada a situação do escritório, as necessidades de transportar por meios próprios muita da documentação do BI e as inerentes à ligação estreita, mas discreta, entre este e o BPN, propõe-se a aquisição de viatura de serviço."

O Insular teve mesmo porta aberta em Lisboa, na rua Braancamp, sem a autorização do BdP. A PT confirmou ao PCP que até 2003 houve um registo telefónico do Insular nessa morada, que foi alterado para o nome de Mascarenhas Unipessoal Lda, a empresa que fazia a contabilidade do banco.

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