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Correio da Manhã

Economia
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Internet a meio gás

A velocidade de acesso à internet é, em média, metade do anunciado pelos operadores, nunca atingindo a velocidade máxima sugerida, ou seja, os 2 Mb. A diferença foi detectada num estudo da Anacom, para quem a situação não configura publicidade enganosa, embora admita “problemas na comunicação”.
10 de Janeiro de 2006 às 00:00
A velocidade máxima sugerida na publicidade dos operadores para a banda larga nunca foi atingida durante o período de estudo – que abrangeu não só ligações ADSL e Cabo mas também ‘dial-up’ – tendo--se ficado pelos 1,6 Mb e apenas na transferência de ficheiros.
Por outro lado, o serviço degrada-se quando a análise se centra nos alvos dos acessos. Ou seja, a qualidade cai quando se passa dos alvos nacionais para os internacionais, uma área em que nitidamente os operadores deveriam apostar.
A “avaliação do serviço de acesso à internet” incidiu sobre as ofertas da Onitelecom, Telepac/Sapo, Clix/Novis, Media Capital/IOL, CaboVisão e TV Cabo, tendo-se destacado a instabilidade do serviço deste último operador. No mercado dos 2 megas ADSL, a Telepac é a que oferece as melhores velocidades e no mercado dos 512k, a melhor escolha é a Oni, revela o estudo que foi enviado para o Instituto do Consumidor, a quem caberá agora, se assim o entender, analisar a questão, segundo Teresa Maury, administradora da Anacom.
No entanto, e apesar da diferença de velocidade entre o que é sugerido e o que é efectivamente fornecido, a Anacom considera o acesso “bom”.
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