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Correio da Manhã

Economia
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Introdução de portagens na A3 e na A4 prevista desde 2008

António Ramalho afirma no Parlamento.
27 de Janeiro de 2016 às 11:27
O presidente do Novo Banco, António Ramalho
O presidente do Novo Banco, António Ramalho FOTO: Ricardo Almeida

O presidente da Infraestruturas de Portugal afirmou esta quarta-feira que a introdução de portagens em dois troços da A3 e da A4 estava prevista desde 2008, tendo sido a contrapartida para o Estado investir no alargamento das duas concessões da Brisa.


"O Estado disse que introduzia portagens [no troço da A3 entre Águas Santas e a Maia e no troço da A4 entre Águas Santas e Ermesinde] se assumisse o alargamento e definiu-se que a receita seria para a então Estradas de Portugal [agora Infraestruturas de Portugal]", afirmou no Parlamento António Ramalho, explicando que desde aí a empresa tem proposto o estudo da introdução de portagens, que tem vindo a ser recusada pelos sucessivos governos desde 2008.


Questionado pelo deputado do PSD Virgílio Macedo sobre a existência de um estudo para a introdução de portagens naquelas duas autoestradas no norte do país, António Ramalho afirmou que a postura da Estradas de Portugal sempre foi "coerente", ao propor a introdução de portagens para compensar o Estado pelo investimento realizado.


Aliás, António Ramalho sublinhou, que quando chegou à Estradas de Portugal, um "dos primeiros dossiers" que lhe foi passado foi "uma carta da anterior direção sobre a introdução de portagens na A3 primeiro e na A4, depois".

Santa Apolónia mantém estação
O presidente da Infraestruturas de Portugal afirmou que a estação de Santa Apolónia, em Lisboa, manterá o terminal ferroviário, mas com aproveitamento comercial, admitindo mesmo a possibilidade de vir a ter um hotel.


"Gostaríamos de ter a estação de Santa Apolónia valorizada, com terminal ferroviário, mas aproveitamento comercial, porque do outro lado estará o Terminal de Cruzeiros", afirmou António Ramalho, quando questionado pelo deputado do PCP Bruno Dias sobre os planos para a estação de comboios de Lisboa.


A pergunta surge depois de na semana passada os representantes de organizações sindicais da ex-REFER terem denunciado "o despejo de trabalhadores de instalações que aos poucos estão a ser objeto de negócios imobiliários".

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