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Correio da Manhã

Economia
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Iraque apresenta oportunidades de negócio para empresas lusas

As possibilidades de investimento e cooperação entre empresas portuguesas e iraquianas em áreas como a construção, as obras públicas e a energia estarão em foco no primeiro Fórum Económico Portugal-Iraque, que decorre na segunda-feira, em Lisboa.
24 de Junho de 2012 às 15:31
"É altura de trazer para cá [Portugal] empresários iraquianos", afirmou Allaoua Karim Bouabdellah, secretário-geral do CCIAP
'É altura de trazer para cá [Portugal] empresários iraquianos', afirmou Allaoua Karim Bouabdellah, secretário-geral do CCIAP FOTO: Pedro Elias

O fórum é organizado pela Câmara de Comércio e Industria Árabe-Portuguesa (CCIAP), em cooperação com a Federação das Câmaras de Comércio do Iraque, e conta com mais de 100 empresas portuguesa inscritas, disse à Lusa o secretário-geral da CCIAP.

"É altura de trazer para cá [Portugal] empresários iraquianos para nos dizerem quais são as suas necessidades e em que é que podemos ajudar", afirmou Allaoua Karim Bouabdellah, acrescentando que o objectivo do fórum é "dar o pontapé de saída para a cooperação" entre os dois países, de modo a que possam ser estabelecidas relações "sólidas e duradouras".

O secretário-geral da CCIAP afirmou que, no final do fórum, será assinado um protocolo de cooperação entre a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, a Federação das Câmaras de Comércio do Iraque, o Instituto de Investimento Iraquiano e a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.

"O objectivo deste protocolo é facilitar a informação dos dois lados, de modo a que seja possível saber o que está a passar-se em termos de obras no Iraque" para que as empresas portuguesas possam "participar no desenvolvimento e reconstrução do país", explicou Allaoua Karim Bouabdellah.

O plano de investimento quinquenal iraquiano, para o período entre 2010 e 2014, contempla reformas nos sectores dos hidrocarbonetos, o desenvolvimento dos campos de petróleo e das infra-estruturas dos oleodutos, bem como a reconstrução das infra-estruturas básicas (como estradas e habitações), o restabelecimento da energia e do abastecimento de água, o desenvolvimento da indústria transformadora, os projectos de obras públicas e as parcerias público-privadas, segundo uma informação divulgada pela CCIAP.

No total, estes projectos deverão mobilizar um investimento de "cerca de 190 mil milhões de dólares [cerca de 151 mil milhões de euros, à taxa de câmbio actual], repartidos entre o governo e o sector privado", de acordo com a mesma fonte.

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