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Correio da Manhã

Economia
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Itália desce défice para os 3% em 2012

O défice orçamental italiano aproximou-se em 2012 do limite proposto pela União Europeia, depois de terem sido adotadas as políticas austeridade do primeiro-ministro, Mário Monti, ainda em funções.
1 de Março de 2013 às 13:14

A consolidação das finanças públicas permitiu que o défice orçamental do país caísse para 3% do Produto Interno Bruto (PIB), depois dos 3,8% de 2011, indicou nesta sexta-feira o Instituto de Estatísticas italiano (Istat).

O valor do défice orçamental está de acordo com a média das estimativas feitas por um painel de cinco economistas contactados pela agência financeira Bloomberg.

A economia italiana contraiu 2,4% em 2012, superando as previsões que apontavam para uma quebra de 2,2% do PIB.

Os cortes na despesa e os aumentos de impostos efectuados pelo governo de Mário Monti, a que se juntam as promessas do Banco Central Europeu (BCE) de salvar o euro, ajudaram a tranquilizar os investidores, além de terem levado a que os juros das obrigações italianas baixassem.

Mesmo assim, a austeridade levou a um aprofundamento da quarta recessão registada no país desde 2011.

Atualmente, a Itália para lá dos riscos da instabilidade política com que se confronta após as recentes eleições legislativas, de que saiu um parlamento dividido, tem pela frente o desafio de controlar a dívida soberana.

Mesmo que o défice orçamental tenha diminuído, a dívida italiana subiu para 127% do PIB, o nível mais elevado nas em duas décadas.

A dívida italiana representava 120,8% do PIB do país em 2011.

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