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Correio da Manhã

Economia
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Itália e Espanha com rating cortado

A agência de notação financeira Fitch baixou nesta sexta-feira a avaliação da Espanha e da Itália num nível, para ‘AA-‘ no caso espanhol e para A+ no caso italiano, mantendo ambos em países em perspevtiva negativa.
7 de Outubro de 2011 às 17:33
Explicação da Fitch para esta decisão prende-se com o crescimento da crise das dívidas soberana nos países da Zona Euro
Explicação da Fitch para esta decisão prende-se com o crescimento da crise das dívidas soberana nos países da Zona Euro FOTO: Pedro Elias/Jornal de Negócios

A explicação da Fitch para esta decisão prende-se com o crescimento da crise das dívidas soberana nos países da Zona Euro. Algo que a Fitch diz que cria “risco significativo” tanto para Itália como para o país vizinho.

Espanha, sublinha a agência, sente "especial vulnerabilidade" da situação  exterior, tendo em conta o seu ainda considerável défice estrutural, o elevado  nível de dívida externa e a fragilidade da recuperação económica.  

Problemas idênticos aos que destaca para o caso italiano onde a crise  da zona euro se traduziu num "significativo choque financeiro e económico" que debilitou o perfil de risco de Itália.  

A Fitch refere-se, entre outros aspetos, à dívida externa líquida espanhola (91 por cento do PIB em 2010), notando que apesar da melhoria no défice  (de 10 por cento do PIB em 2007 para 3,2 por cento este ano), "mais ajustes são necessários, a médio prazo, para melhorar" as contas nacionais.   

Como no passado, a agência refere-se ainda à situação dos governos regionais espanhóis - cujos 'ratings' já tinham sido anteriormente descidos - e à previsível lenta recuperação económica que "deverá permanecer abaixo dos 2 por cento até 2015".    

Depois desse período, porém, o "crescimento deverá ultrapassar a média da Zona Euro". 

Já sobre Itália, a Fitch destaca que "o elevado nível de dívida pública  e a necessidade de financiamento, juntamente com a reduzida taxa de potencial  crescimento de Itália" deixaram o país "especialmente vulnerável a perturbações  externas". 

Além, disso, sublinha, "a resposta do governo italiano ao contágio,  inicialmente vacilante, também levou à erosão da confiança do mercado na  capacidade de Itália navegar com eficácia pela crise".

Esta é a segunda descida do 'rating' da Itália esta semana, depois da  agência Moody's ter reduzido a nota do país em três níveis, de 'Aa2' para 'A2', com perspectiva negativa, também devido aos elevados níveis de dívida do País.   

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