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Correio da Manhã

Economia
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Jerónimo aponta "contradição" entre crescimento e metas europeias

Líder do PCP questionou Governo sobre o fim do "flagelo da precariedade" e do "saque fiscal".
26 de Abril de 2017 às 16:04
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa, Secretário Geral do PCP
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa, Secretário Geral do PCP
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa, Secretário Geral do PCP
O líder comunista apontou esta quarta-feira, no parlamento, a "crescente contradição" entre as políticas de cumprimento das metas da União Europeia (UE) e a necessidade de crescimento económico, enquanto o primeiro-ministro preferiu usar o termo "tensão".

No debate parlamentar quinzenal com o chefe do executivo do PS, Jerónimo de Sousa louvou os "passos limitados" na "recuperação de rendimentos e direitos", mas questionou António Costa sobre para quando o descongelamento de salários e da progressão nas carreiras da administração pública, o fim do "flagelo da precariedade" e do "saque fiscal", com a eventual revisão escalões do IRS.

"Mantém-se a nossa preocupação com a crescente contradição entre o cumprimento das metas definidas naqueles programas de ingerência e policiamento de metas definidas pela UE com as preocupações de ver o país crescer de forma robusta e sustentada e acelerando a criação do emprego dando resposta às justas aspirações dos que viram as suas vidas retroceder nestes últimos anos", afirmou.

Para o secretário-geral do PCP, "o facto de o Governo canalizar para essas metas todos os ganhos previstos e o saldo excedente das contas públicas, realizado a custa de muitos sacrifícios de trabalhadores e do povo, dá razão às preocupações" dos comunistas.

"Não diria que há contradição, mas há, seguramente, tensão. Na nossa política económica, temos de prosseguir diferentes objetivos e cumprir diferentes compromissos. Aquilo que foi o sucesso de 2016 demonstra bem como é possível articular a eliminação nos cortes dos salários da função pública, nas pensões, a diminuição da carga fiscal e, simultaneamente, termos uma situação orçamental melhor do que a que tínhamos anteriormente", contrapôs o chefe do Governo.

António Costa, já quanto à precariedade e sua resolução, pelo menos no setor público, garantiu não existir "nem contradição nem tensão" entre PS e PCP.
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