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Correio da Manhã

Economia
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Jerónimo Martins com lucro de 340 milhões em 2011

A Jerónimo Martins, dona das cadeias de supermercados Pingo Doce, obteve um lucro de 340 milhões de euros em 2011, o que representa um crescimento de 21,1 por cento em relação a 2010, anunciou esta quarta-feira a empresa.
7 de Março de 2012 às 08:29
jerónimo martins, pingo doce, lucro, cmvm
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Em comunicado divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Jerónimo Martins refere ter faturado 9.838 milhões de euros, tendo o valor de vendas aumentado 13,2 por cento face ao ano anterior.

Em termos operacionais, os resultados também cresceram mais de 20 por cento (23,7%) relativamente a 2010, alcançando os 469 milhões de euros, enquanto o EBITDA (resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) melhoraram 15,6 por cento, para 722 milhões de euros, devido sobretudo ao desempenho do grupo na Polónia.

A dívida líquida consolidada reduziu-se em 60,6 por cento, para 228 milhões de euros.

Face a estes resultados, o conselho de administração anuncia que irá propor um dividendo bruto de 0,275 euros por ação, mais 31 por cento do que no ano anterior.

"2011 foi outro ano muito bom para o nosso grupo, em que confirmámos a nossa capacidade de execução, particularmente na Polónia, com o cumprimento de um ambicioso plano de expansão e o fortalecimento da atratividade e competitividade do nosso formato", afirmou o presidente executivo da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, citado no comunicado da empresa.

De acordo com o responsável, a Jerónimo Martins decidiu iniciar uma nova operação na Colômbia, depois de ter investido cerca de 400 milhões de euros naquele país em 2011.

"Para 2012, a Biedronka [operação do grupo na Polónia] antecipa mais um ano de crescimento em que terminará a remodelação da sua rede de lojas e abrirá mais 250 novas localizações", avança Pedro Soares da Costa.

Em Portugal, acrescenta, "o consumo deverá ser afectado pelas condições económicas extremamente difíceis", sendo que a prioridade será focar-se no apoio a "colaboradores, consumidores e fornecedores" e "manter a competitividade" das operações já existentes.

Face à crise económica em Portugal, o presidente da Jerónimo Martins admite que o grupo poderá registar este ano uma redução da margem de rentabilidade.

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