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Correio da Manhã

Economia
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Jesus paga 95 mil €

Os Tribunais Cíveis de Lisboa recusaram a providência cautelar interposta por um conjunto de clientes do Banco Privado Português (BPP), entre os quais se encontra o treinador do Sporting de Braga, Jorge Jesus. O tribunal condenou ainda os requerentes a pagarem as custas judiciais no valor de 95 mil euros.
17 de Março de 2009 às 00:30
O treinador Jorge Jesus esteve ontem na reunião de clientes do BPP
O treinador Jorge Jesus esteve ontem na reunião de clientes do BPP FOTO: Fernando Ferreira/Record

Confrontado ontem com a decisão judicial desfavorável, Jorge Jesus, que participou na reunião de clientes que ontem teve lugar em Lisboa, não quis fazer declarações, remetendo qualquer reacção para o advogado da Associação de Defesa dos Clientes do Banco Privado Português (ADCBPP), Luís Miguel Henriques.

A providência cautelar tinha por objectivo impedir o banco de usar 450 milhões de euros emprestados por seis instituições financeiras, garantidos através do aval do Estado.

Na sua fundamentação, o tribunal refere que, se a providência cautelar fosse aceite, iria contrariar os objectivos que fundamentaram a criação do aval do Estado. Os juízes sustentam que ainda não é possível dizer "que as poupanças dos clientes do BPP estão perdidas".

Outra decisão favorável ao banco foi também ontem conhecida. Um arresto de vários bens do banco (quadros, mobílias, viaturas, etc.) foi indeferido.

CLIENTES CHAMADOS PELA PJ

Vários clientes do BPP começaram a ser chamados para prestar declarações na Polícia Judiciária (PJ), no âmbito dos processos-crime postos aos ex-administradores. Na reunião de ontem, a associação de clientes do BPP apresentou três soluções que vai entregar à administração. A primeira exige a devolução integral das aplicações em instrumentos de retorno absoluto garantido, acrescidos dos juros acordados contratualmente. A segunda é a adesão a um megafundo que deverá ser cotado em Bolsa, com controlo directo por parte dos clientes e, caso não seja possível a cotação em Bolsa, a entrega da gestão do fundo à Caixa Geral de Depósitos. Os clientes devem eleger um grande escritório de advogados para juntar todas as suas pretensões . O nome mais falado é o do advogado Rogério Alves.

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