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Correio da Manhã

Economia
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João Leão deixou défice nos 0,4%

Contas públicas melhoram com ajuda do consumo e da cobrança de impostos.
João Maltez 25 de Junho de 2022 às 09:15
João Leão
João Leão FOTO: João Cortesão
O défice orçamental no primeiro trimestre deste ano, com João Leão ainda a exercer as funções de ministro das Finanças, foi de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), revelou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE), uma redução face aos 6% registados no mesmo período de 2021.

“O saldo das Administrações Públicas no primeiro trimestre de 2022 atingiu -233,6 milhões de euros, correspondendo a -0,4% do PIB, o que compara com -6% no período homólogo”, avançaram os técnicos do INE.

A mesma fonte adiantou também que no período em apreço o Estado arrecadou mais de 22,1 mil milhões, com os impostos e as contribuições para a Segurança Social.

Só a receita com impostos indiretos, em que se inclui o IVA, aumentou face ao primeiro trimestre de 2021 cerca de 25%, para mais de 8,4 mil milhões de euros. Já nos impostos sobre o rendimento (IRS e IRC) a subida foi de 11,6%, para 4,4 mil milhões de euros. Quanto às contribuições para a Segurança Social subiram 8,2%, para 6,5 mil milhões de euros.

“A evolução positiva da receita fiscal e contributiva evidencia a recuperação da atividade económica e do mercado de trabalho” face ao primeiro trimestre do ano passado, um período “marcado por medidas de confinamento no âmbito da pandemia”, explicou o INE.

Famílias optaram por poupar menos
A taxa de poupança das famílias caiu 2,4 pontos percentuais no primeiro trimestre deste ano face ao anterior, para 8,3% do rendimento disponível, segundo o Instituto Nacional de Estatística. A mesma fonte aponta o aumento do consumo em 4,1%, como o fator que levou à redução da taxa de poupança para 8,3%, contra os 10,7% do final de 2021.
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