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Correio da Manhã

Economia
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Jornalistas ouvidos

A CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários vai ouvir jornalistas, no âmbito do inquérito que está a fazer à “fuga de informação, através da comunicação social”, na oferta pública de aquisição do BCP sobre o BPI.
3 de Maio de 2006 às 00:00
A afirmação foi feita ontem por Carlos Tavares, presidente da entidade fiscalizadora do mercado de capitais, na comissão parlamentar do orçamento e finanças.
Após fazer um balanço da Euronext Lisboa e das principais bolsas nos últimos anos e da actividade da CMVM, Carlos Tavares também falou do mercado ibérico de energia, que “deveria estar a funcionar desde Abril de 2004”, três meses após a assinatura do acordo entre Lisboa e Madrid. Então, Carlos Tavares era ministro da Economia e foi um dos grandes impulsionadores do mercado de energia a nível ibérico.
Como Carlos Tavares preside à CMVM, que vai ter também um papel regulador no mercado energético luso-espanhol, aproveitou a audição na mencionada comissão parlamentar para dizer que o nosso país ficou a perder no novo acordo assinado por Lisboa e Madrid, em Santiago de Compostela.
Segundo Carlos Tavares, deixou-se cair a cláusula que dava a Portugal o direito de gerir o mercado a prazo de energia eléctrica durante dois anos e meio, o período de transição.
O responsável da entidade fiscalizadora da praça financeira portuguesa afirmou também que o recurso das empresas ao mercado para se financiarem é “quase zero” (dois terços são autofinanciamento e o restante é crédito bancário). Disse ainda que as pequenas e médias empresas, se se financiassem no mercado de capitais, deveriam ter benefícios fiscais.
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