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Correio da Manhã

Economia
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José Sócrates: "Quem quiser provocar crise é livre de o fazer"

O primeiro-ministro José Sócrates lançou esta segunda-feira, numa comunicação feita minutos depois das 20h00 no Palácio de São Bento, um ataque ao PSD, dizendo que "não é tempo para oportunismos partidários" e "sofreguidão pelo poder".
14 de Março de 2011 às 20:20
José Sócrates defendeu medidas de contenção
José Sócrates defendeu medidas de contenção FOTO: Lusa

Evitando nomear os dirigentes do maior partido da oposição, disse que "todos têm que assumir responsabilidades" e advertiu que "quem quiser provocar uma crise é livre de o fazer" quando o Governo apresentar uma resolução sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). No entanto, acrescentou que tal crise "enfraqueceria o país".

Na comunicação, feita no final de um conselho de ministros extraordinário convocado para debater as medidas de contenção anunciadas na semana passada, Sócrates repetiu várias vezes que a redução do défice público é a única forma de "defender os interesses de Portugal para não ser preciso recorrer à ajuda externa".

Segundo o primeiro-ministro, qualquer pacote de ajuda externa implicaria "medidas bem mais penosas para todos" do que as anunciadas pelo ministro das Finanças Teixeira dos Santos, como uma contribuição especial dos pensionistas que recebem mais de 1500 euros por mês ou o congelamento das pensões durante um período que ainda está por definir.

Acusando a oposição de "iludir e confundir os portugueses", Sócrates reafirmou que as medidas "em nada violam o acordo orçamental com o PSD". "É extraordinário que quem tanto fala na redução da despesa fique indignado", acrescentou.

"Vitória importante" na Zona Euro

O primeiro-ministro afirmou que Portugal alcançou uma "vitória importante" na última cimeira da Zona Euro, realizada em Bruxelas na sexta-feira, lamentando que as medidas anunciadas têm provocado "equívocos" em Portugal.

Sócrates garantiu que as medidas adicionais do PEC permitiram "uma declaração conjunta" de apoio da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu.

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