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Correio da Manhã

Economia
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Jovens portugueses precários e mal pagos no mercado de trabalho em Portugal

Crise contribuiu para uma subida do trabalho a tempo parcial e dos contratos a termo.
João Maltez 26 de Abril de 2019 às 01:30
Trabalhadores
Centro de emprego
Fila do centro de desemprego
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Fila do centro de desemprego
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Centro de emprego
Fila do centro de desemprego
O aumento da precariedade das relações laborais no nosso país, de que são vítimas sobretudo os jovens, é uma das razões de alarme sobre a forma como funciona o mercado de trabalho em Portugal, de acordo com um estudo divulgado esta quinta-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Na edição de 2019 do chamado ‘Employment Outlook’, o técnico daquele organismo aponta ainda o nosso país como um dos que mais mal paga aos jovens com maiores qualificações.

Segundo o estudo da OCDE, Portugal é dos países, de entre os 33 analisados, onde mais trabalhadores foram obrigados a recorrer a empregos a tempo parcial ou com contrato a termo certo. Sendo uma tendência de longo prazo quase generalizada, por cá, como em Espanha, Itália e Grécia, o aumento desse fenómeno é associado à recente crise económica.

O mesmo estudo mostra, por outro lado, que quem possui formação superior conseguiu, ao longo da década que mediou entre 2007 e 2016, manter vencimentos mais altos, em termos médios, face aos restantes trabalhadores.

Porém, em seis dos 33 países que são estudados, houve quebras nos salários para os jovens que tinham um grau de ensino mais elevado, com Portugal a liderar, seguido da Irlanda, Espanha, República Checa, Suécia e Hungria.

Taxa de emprego acima da média europeia
Portugal atingiu, em 2018, uma taxa de emprego de 75,4% na faixa etária dos 20 aos 64 anos, superando nesse ano a meta apontada por Bruxelas para 2020, tendo ainda ficado acima da média comunitária (73,2%), foi esta quinta-feira anunciado.

Segundo dados avançados pelo gabinete de estatísticas da União Europeia, no final do ano passado a taxa de emprego para a faixa etária dos 55 aos 64 anos era, no nosso país, de 59,2%, valor também acima da média nos países comunitários, que se situou nos 58,7%.
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