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Correio da Manhã

Economia
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"Jovens têm de investir na agricultura"

O director regional do Norte do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), Manuel Dias de Barros, afirmou esta terça-feira à agência Lusa que a agricultura é uma janela de oportunidades para os jovens darem a volta à crise.
20 de Novembro de 2012 às 15:55
Manuel Dias de Barro afirma que investimento das novas gerações na área deve ser feito de forma sustentada
Manuel Dias de Barro afirma que investimento das novas gerações na área deve ser feito de forma sustentada FOTO: Getty Images

"Nós somos um país com grandes potencialidades no sector agrícola, pela nossa diversidade cultural, geográfica, gastronómica e climatérica, pelo que os jovens têm de investir nesta área", frisou, à margem da inauguração do seminário europeu ‘A Participação Juvenil nos Agrupamentos Transfronteiriços’, na sede da Eurocidade Chaves - Verín, em Feces de Abaixo, Espanha.

O investimento das novas gerações na área, referiu o dirigente, deve ser feito de forma sustentada, baseado no conhecimento e na tecnologia actual com vista à sua modernização.

"O regresso dos jovens à agricultura não pode ser feito nos moldes antigos, embora mantenha raízes e conhecimentos, mas tem de ser capaz de diversificar e produzir produtos de qualidade que funcionem como alavanque da economia", explicou.

O dirigente declarou que a agricultura tem de ser entendida como uma área de investimento e economia como outra qualquer.

Manuel Dias de Barros relembrou que o sector agrícola não é o único polo de oportunidades para as novas gerações, uma das mais qualificadas e preparadas, devendo focar-se nas novas tecnologias, indústrias criativas e na "reindustrialização" que "tanto" se fala na Europa.

As sociedades europeias têm de equilibrar o seu modelo de desenvolvimento, não podendo continuar a apostar apenas nos serviços e em determinados sectores, têm de "dar força" ao sector primário que tem valor acrescentado e incorpora muita tecnologia.

A proximidade entre Portugal e Espanha, nomeadamente entre a região Norte e a Galiza, que partilham problemas como a baixa densidade populacional, fuga de jovens e dificuldade no acesso aos grandes centros poderá ser um "ponto positivo" na criação de emprego e novos negócios.

Este novo "ecossistema" de geração, segundo o responsável do IPDJ, tem de ter uma postura mais proactiva porque, actualmente, os desafios são diferentes e mais exigentes.

"Todas as mudanças, perda ou criação de emprego, criam fricções e traumatismos, mas devem ser encaradas pela juventude de forma positiva, como uma janela de oportunidades e um grito de cidadania", disse.

Segundo Manuel Dias de Barros, os jovens têm de "usar da cidadania", participando nos destinos dos seus concelhos, regiões ou países, têm de ser mais solidários e menos "alienados" da política e das questões da sociedade.

No seminário, que termina no sábado, participam jovens europeus de cidades transfronteiriças com o objectivo de dar visibilidade à realidade da juventude residente em localidades de fronteira, fomentar a participação juvenil e a empregabilidade e promover um espaço de intercâmbio de experiências.

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