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Correio da Manhã

Economia

Judiciária apreende 144 mil euros por dia

A Direcção Central de Investigação da Corrupção e da Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) apreendeu 26,4 milhões de euros no primeiro semestre do ano, o que dá, em média, cerca de 144 mil euros por dia. A maior parte do dinheiro apreendido resulta de investigações sobre branqueamento de capitais e fraudes tributárias.
21 de Outubro de 2007 às 00:00
Os casos de branqueamento de capitais estão na base da apreensão de milhares de euros
Os casos de branqueamento de capitais estão na base da apreensão de milhares de euros FOTO: Jorge Godinho
Para além dos 24,4 milhões de euros foram apreendidos cerca de três milhões de dólares (que ao câmbio de sexta-feira valiam cerca de dois milhões de euros).
Para além daqueles valores foram confiscados milhares de acções e diversa documentação bancária.
Os homens do combate ao crime económico realizaram 373 buscas até Junho (menos 164 do que em igual período de 2006) e concluíram 1481 processos, 169 dos quais com proposta de acusação.
Segundo apurou o Correio da Manhã no início do ano, foi realizada uma limpeza de processos, sendo arquivados aqueles cuja matéria era considerada irrelevante para o prosseguimento da acção penal.
Foram constituídos 607 arguidos (mais 146 do que nos primeiros seis meses de 2006), realizadas 25 detenções (das quais cinco resultaram em prisão preventiva) e feitas 499 vigilâncias e 130 intercepções.
Os dados continuam a ser muito influenciados pelos casos de ‘moeda falsa’.
Para além do dinheiro apreendido, foram também confiscados 259 computadores e discos rígidos, a grande maioria dos quais foi resultado directo da ‘Operação Self-Service’ que a DCICCEF desencadeou em Dezembro de 2006 junto de vários bares e restaurantes, cujo objectivo era identificar os fornecedores e utilizadores de uma versão adulterada do programa de facturação WinRest, que fazia contabilidade paralela.
OS DIAMANTES DA UNIVERSIDADE
Entre os vários artigos apreendidos pela DCICCEF no primeiro semestre do ano, encontram-se 41 diamantes limpos (lapidados) e 138 diamantes sujos (por lapidar) em bruto. Estes artigos foram confiscados no âmbito das buscas realizadas à Universidade Independente e que levaram à detenção do vice-reitor, Rui Verde, e de Amadeu Lima de Carvalho.
O caso, que ainda se encontra em investigação, respeita a uma burla de mais de 20 milhões de euros que aqueles dois responsáveis terão protagonizado durante mais de uma década, delapidando o património da universidade.
OUTROS FACTOS
DOIS AUTOMÓVEIS
A apreensão de veículos automóveis registou uma descida importante. No primeiro semestre de 2007, apenas foram apreendidos dois veículos pela DCICCEF, um jipe Cherokee (no valor de 70 mil euros) e um MG de matrícula espanhola.
CORRUPÇÃO
Existem vários crimes de corrupção, tráfico de influências e participação em negócio, que se encontram em investigação na DCICCEF, a maioria dos quais envolvendo autarquias.
CASO AFINSA
A DCICCEF está a colaborar com as autoridades espanholas nas investigações que estão a ser feitas no âmbito do caso Afinsa, que prejudicou milhares de aforradores em Portugal e Espanha.
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