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Correio da Manhã

Economia
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Juiz queixa-se da falta de condições

O juiz que preside ao colectivo do caso BPN, Luís Ribeiro, lamentou esta quarta-feira a falta de condições do actual edifício em que decorre o julgamento, no Campus da Justiça, queixando-se da inexistência de armários que possibilitem a consulta de cerca de 700 apensos do processo.
9 de Fevereiro de 2011 às 11:14
Julgamento realiza-se no Campus da Justiça
Julgamento realiza-se no Campus da Justiça FOTO: Pedro Catarino

Segundo o juiz, foi pedida à direcção geral da Justiça a colocação de mais armários no corredor junto ao seu gabinete de forma a possibilitar uma consulta mais rápida. A pesquisa actual é morosa  já que os documentos estão no arquivo geral. O pedido foi contudo recusado por aquele organismo.

O juiz terá insistido na colocação dos armários e, depois de lhe ter sido sugerido o uso dos armários do processo Casa Pia, foram dadas indicações para que os actuais 180 armários sejam usados de forma mais eficaz. "É esta a situação em que estamos", lamentou Luís Ribeiro, reconhecendo que o constrangimento poderá obrigar a paragens durante as sessões de julgamento sempre que for necessário confrontar os arguidos com documentos que terão de ser pesquisados no referido arquivo.

Perante este cenário, o advogado Rogério Alves sugeriu uma quotização entre os restantes advogados para a compra dos necessários armários. "Para exercermos cabalmente a nossa função dependemos sempre de um poder executivo e somos obrigados a andar a pedinchar por simples armários", lamentou o juiz.

A sessão do julgamento está agora num impasse devido ao recurso a uma apresentação em slide. A testemunha queria usar o powerpoint para explicar a estrutura do Banco Insular mas alguns advogados manifestaram-se contra pelo facto de tal não constituir um elemento de prova. A discussão sobre a forma de que a testemunha prestará declarações - com ou sem powerpoint -  já dura há meia hora.

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