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Correio da Manhã

Economia
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Juncker contra comissário para controlar dívida grega

O presidente do Eurogrupo, o luxemburguês Jean-Claude Juncker, considerou esta segunda-feira inaceitável a proposta alemã de colocar o orçamento grego sob vigilância comunitária.
30 de Janeiro de 2012 às 14:56
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jean-claude juncker, eurogrupo, grécia, comissário, europeu, dívida, controlo FOTO: Jean-Claude Juncker rejeita comissário europeu para controlar Grécia

"Estou firmemente contra a ideia de impor um comissário com essa missão só para a Grécia. Isso não é aceitável", disse Juncker, em declarações aos jornalistas, à chegada ao Conselho Europeu, que decorre em Bruxelas.

Já o primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, não rejeitou o plano alemão. "A Grécia não está a corresponder às reformas e é por isso que estamos a ter esta discussão. É compreensível", afirmou.

O jornal Financial Times noticiou no sábado que a Alemanha propôs que Atenas permita a uma autoridade orçamental vigiar o orçamento, incluindo as decisões sobre impostos e despesa pública.

O governo alemão confirmou já a existência de propostas para nomear um comissário europeu que controle o orçamento da Grécia, sublinhando que os respectivos debates "estão ainda a um nível de trabalho abstracto", no âmbito do Eurogrupo.

"Há um país onde a aplicação do programa de ajustamento financeiro está a decorrer com dificuldades, que é a Grécia, e o objectivo é ver o que se deve fazer se a situação se prolongar durante muito tempo", disse o porta-voz do Ministério das Finanças alemão, Martin Kotthaus.

"Trata-se de exercer um maior controlo e uma maior supervisão orçamental" sobre a aplicação dos programas de ajustamento negociados por Atenas com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), em troca do empréstimo de 110 mil milhões de euros concedido em 2010, esclareceu o mesmo responsável.

As notícias sobre a eventual nomeação de um comissário europeu para fiscalizar as contas gregas provocou duras reações de protesto do governo de Atenas.

"Quem põe um povo perante um dilema entre a ajuda financeira e a dignidade nacional, ignora as lições históricas fundamentais", advertiu o ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos.

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