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Correio da Manhã

Economia
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Juros a 5 e 10 anos caem pela quarta sessão seguida

Os juros exigidos pelos investidores no mercado secundário pelos títulos de dívida soberana portuguesa com maturidade a 10 anos estão esta quinta-feira a aliviar pela quarta sessão consecutiva, para os 6,741 por cento.
13 de Janeiro de 2011 às 12:29
Este aligeirar da pressão dos mercados sobre a dívida portuguesa surge novamente um dia após Portugal ter emitido dívida com maturidade em 2014 e 2020
Este aligeirar da pressão dos mercados sobre a dívida portuguesa surge novamente um dia após Portugal ter emitido dívida com maturidade em 2014 e 2020 FOTO: d.r.

Os investidores estão a exigir um juro de 6,741 por cento, contra os  6,789 por cento registados no final da sessão de quarta-feira, pelos títulos com maturidade a dez anos.  

O spread face à dívida alemã com a mesma maturidade situava-se pouco antes das 10h00 desta quinta-feira nos 393,5 pontos base.  

Também nos títulos de dívida portugueses com maturidade a cinco anos os juros exigidos pelos investidores estão a aliviar ligeiramente, para os 5,532 por cento, contra os 5,662 por cento registados no final de quarta-feira. 

Nesta maturidade, o spread face à dívida alemã situava-se nos 363,3 pontos base.  

Os juros já aliviam há quatro sessões consecutivas, desde que atingiram nestes dois prazos máximos históricos, tendo no caso da dívida com maturidade a dez anos voltado a superar os 7 por cento.  

Este aligeirar da pressão dos mercados sobre a dívida portuguesa surge novamente um dia após Portugal ter emitido dívida com maturidade em 2014 e 2020, com juros ligeiramente abaixo dos registados no último leilão com semelhantes maturidades e abaixo dos valores praticados no mercado secundário. 

Os responsáveis governamentais, como o ministro das Finanças e o primeiro-ministro, vieram prontamente a público declarar a emissão como um "sucesso" dadas as actuais condições do mercado, enquanto a imprensa internacional qualificou o resultado como um alívio, numa altura em que muito se especula sobre uma possível ajuda financeira a Portugal de Bruxelas e do Fundo Monetário Internacional. 

Por sua vez, alguns economistas apresentaram os seus argumentos contra estas considerações, com a mais sonante a sair do Nobel da Economia Paul Krugman, que qualificou a taxa a que se colocou a dívida portuguesa como  "pouco menos que ruinosa".  

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