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Correio da Manhã

Economia
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Juros aliviam em Portugal e na Grécia

Os juros da dívida seguem esta sexta-feira a descer em Portugal e na Grécia, com os investidores aliviados após o recuo do referendo na Grécia, aguardando pelas conclusões da reunião do G20 que termina hoje em Cannes.
4 de Novembro de 2011 às 10:56
Em Portugal, os juros exigidos pelos investidores para comprar títulos soberanos a dois anos mantinham-se a negociar nos 20,157%
Em Portugal, os juros exigidos pelos investidores para comprar títulos soberanos a dois anos mantinham-se a negociar nos 20,157% FOTO: REUTERS/Henny Ray Abrams

Pelas 09h25, em Portugal, os juros exigidos pelos investidores para comprar títulos soberanos a dois anos mantinham-se a negociar no mesmo valor da última sessão, nos 20,157 por cento, enquanto o 'spread' face à dívida alemã (referencial para a Europa) se situava nos 1.975 pontos base. Já na maturidade dos cinco anos, a taxa de juro praticada no mercado secundário descia dos 14,965 por cento de quinta-feira para os 14,874 por cento desta sexta-feira de manhã. O 'spread', neste prazo, fixava-se nos 1.384 pontos base.

Por sua vez, no prazo dos 10 anos, os juros seguiam nos 11,928 por cento (face aos 11,965 por cento de quarta-feira) com o 'spread' nos 1.001 pontos base.

No caso da Grécia, a dois anos, os juros seguiam a aliviar dos máximos históricos atingidos na quinta-feira. Na maturidade a dois anos, os juros seguiam nos 101,79 por cento, face aos 102,30 por cento de quinta-feira. O 'spread' face à Alemanha nesta maturidade seguia nos 10.223 pontos base.

A cinco anos, os juros da dívida helénica, no mercado secundário, negociavam-se nos 36,741 por cento, descendo dos 37,177 por cento de quinta-feira, com o 'spread' nos 3.570 pontos base. Na maturidade a 10 anos, os juros exigidos pelos investidores desciam dos 26,450 por cento de quinta-feira para os 25,792 por cento esta manha, com o 'spread' a situar-se nos 2.386 pontos base.

Desde terça-feira, os mercados financeiros europeus viveram um pesadelo reagindo à surpresa causada pelo anúncio de Georges Papandreou ­ e aprovado pelo Governo e oposição ­ sobre a realização do referendo o mais rapidamente possível para validar (ou não) a nova ajuda da 'troika' à Grécia. Na quinta-feira, o governo grego recuou nesta intenção suspendendo a realização do referendo. Esta sexta-feira, o primeiro-ministro grego, Georges Papandreou, submete-se a um voto de confiança no parlamento, em Atenas.

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