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Correio da Manhã

Economia
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Juros da dívida a dez anos com novos máximos históricos

Os juros da dívida portuguesa a dez anos voltaram esta sexta-feira a negociar em máximos históricos no mercado secundário numa tendência acompanhada pela Espanha.
26 de Novembro de 2010 às 10:49
Juros, Dívida, Portugal, Espanha, Zona Euro, Banco Central Europeu
Juros, Dívida, Portugal, Espanha, Zona Euro, Banco Central Europeu FOTO: Jupiter Images

De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, pelas 09h45, os juros da dívida soberana a dez anos atingiam os 7,063 por cento, acima do anterior máximo de 7,034 por cento registado a 10 de Novembro de 2010, enquanto que a Espanha negociava igualmente em máximos históricos, nos 5,276 por cento.  

O novo recorde nos juros acontece no dia em que a edição alemã do ‘Financial Times’ revela que uma maioria de países da Zona Euro e o Banco Central Europeu (BCE) estavam a pressionar Portugal para recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF), como fez a Irlanda.  

Os juros das obrigações a dez anos da Irlanda negociavam em máximos históricos de 9,079 porcento, o mesmo se passando com a Itália, nos 4,436 por cento.  

Ainda na edição do ‘Financial Times’ refere também que, embora os bancos portugueses não estejam endividados como os irlandeses, dependem também dos empréstimos  do BCE.  

A pressão sobre Portugal destina-se a evitar que a Espanha, a quarta maior economia da Zona Euro, tenha de recorrer ao EFSF.  

"Se Portugal recorresse ao fundo, isso seria bom para a Espanha, que está muito envolvida em Portugal", disse uma fonte do Ministério das Finanças alemão, citada pelo ‘Financial Times Deutschland’.  

No entanto, o Governo português até agora tem recusado recorrer ao fundo de estabilização, lembra o mesmo jornal.  

A notícia refere ainda que o presidente do banco central alemão (Bundesbank), Axel Weber, admitiu a hipótese de aumentar para o dobro as verbas do fundo de estabilização, que actualmente totalizam 400 mil milhões de euros, no que se refere à União Europeia.  

A medida poderá tornar-se necessária porque, caso a Espanha tenha de recorrer ao fundo, necessitará de cerca de 145 mil milhões de euros, segundo cálculos de especialistas.  

Weber pretende aumentar o fundo para 900 mil milhões de euros, ou mesmo para 1070 mil milhões, incluindo a contribuição do Fundo Monetário Internacional, que actualmente é de 250 mil milhões de euros.  

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