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Correio da Manhã

Economia
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Juros da dívida a dois anos pressionados em Portugal

Os juros da dívida soberana em Portugal estão esta segunda-feira pressionados a dois anos, enquanto na Grécia, no mesmo prazo, os juros atingem máximos históricos após reunião do G20.
17 de Outubro de 2011 às 10:32
Juros da dívida a dois anos pressionados em Portugal
Juros da dívida a dois anos pressionados em Portugal FOTO: Jupiter Images

Pelas 09h30, os juros exigidos pelos investidores para comprar títulos soberanos a dois anos estavam a negociar nos 17,335 por cento, acima dos 17,319 por cento da média da sessão de sexta-feira, enquanto o 'spread' face à dívida alemã, referencial para a Europa, atingia os 1.666 pontos base.

No prazo a 10 anos, os juros avançavam para os 11,680 por cento (face aos 11,643 por cento de sexta-feira) com o 'spread' nos 943,8 pontos base. Na maturidade a cinco anos, os juros estavam a descer com as taxas cobradas pelos investidores para transacionar dívida portuguesa a fixarem-se nos 14,429 por cento, contra os 14,457 por cento. O 'spread', neste prazo, situava-se nos 1.302 pontos base.

A mesma tendência da dívida pública portuguesa registava-se na Grécia, com os juros a atingirem máximos históricos nas maturidades a 2 e 5 anos. A dois anos, no mercado secundário, a dívida grega situava-se nos 78,819 por cento (face aos 74,140 por cento de sexta-feira) e a 5 anos, os juros subiam igualmente dos 29,711 por cento para os 30,483 por cento.

A 10 anos, a dívida soberana da Grécia seguia igualmente em alta, com os juros a fixarem-se nos 24,624 por cento, contra os 23,929 por cento da última sessão. Os líderes dos vinte países mais ricos do mundo (G20) comprometeram-se no fim-de-semana a encontrar um plano eficaz para travar a crise da dívida soberana dos países europeus.

Este plano para resolver a crise deverá passar pelo perdão de cinquenta por cento da dívida grega, pela recapitalização da banca e pelo aumento da capacidade do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). Os analistas consideram que o montante do FEEF "é curto", sobretudo tendo e conta uma possível ajuda financeira a países como a Itália e a Espanha que têm estado na "mira" dos mercados.

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