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Correio da Manhã

Economia
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Juros em queda

Os juros exigidos pelos investidores para comprar dívida portuguesa estão esta quinta-feira a cair em todos os prazos, mas mantêm-se pressionados em Itália e em Espanha.



5 de Janeiro de 2012 às 10:23
Investidores mais confiantes na dívida pública nacional
Investidores mais confiantes na dívida pública nacional FOTO: d.r.

Pelas 09h30, os juros exigidos a Portugal negociavam-se nos 14,410 por cento a dois anos, seguiam nos 15,837 por cento a cinco anos e transaccionavam-se nos 13,327 por cento a dez anos.

No dia em que os mercados aguardam o leilão de dívida francesa a longo prazo, em Itália os juros pedidos pelos investidores mantinham-se pressionados em todos os prazos. A dois anos avançavam para os 4,735 por cento, a cinco anos negoceiam-se nos 6,063 por cento e no prazo dos dez anos estão nos 7,017 por cento.

Já em Espanha os juros também sobem em todas as maturidades. Nos prazos de dois e cinco anos estão a ser exigidos juros de 3,607 e 4,587 por cento, respectivamente, e a dez anos transaccionam-se nos 5,543 por cento.

Por sua vez, na Grécia, os juros estão a cair a dois e cinco anos, mas sobem na maturidade dos dez anos. Os investidores estão a exigir juros a dois anos de 134,44 por cento, a cinco anos de 52,484 por cento. Entretanto, os mercados mantêm-se preocupados com a dificuldade do governo helénico alcançar um acordo com a 'troika' sobre o segundo plano de apoio financeiro ao país, uma vez que há desentendimentos quanto ao nível do perdão da dívida, situação que poderá levar a Grécia a um beco sem saída.

Por seu turno, o primeiro-ministro italiano, Mário Monti, numa entrevista publicada no jornal francês "Le Fígaro" disse que a Europa "não tem nenhuma razão para ter medo de Itália", país que "fez o seu trabalho de casa" em matéria orçamental. Para o chefe do governo de Roma, "os países da zona euro estão concentrados na união monetária, adiando a união económica", que "vai implicar a criação de um verdadeiro mercado aberto, que abranja todos os sectores".

Mario Monti deverá defender estas ideias junto do presidente francês, Nicolas Sarkozy, e do seu homólogo francês, François Fillon, com quem se vai reunir na sexta-feira em Paris.

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