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Correio da Manhã

Economia
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Lagarde satisfeita com "vigilância intensificada" de Itália

A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, manifestou-se satisfeita com "a decisão da Itália convidar o FMI a intensificar" a sua vigilância sobre as contas públicas italianas.
4 de Novembro de 2011 às 15:21
Lagarde também saudou o "empenho do G20 em garantir que o Fundo continuará a ter recursos adequados para cumprir o seu papel sistémico"
Lagarde também saudou o 'empenho do G20 em garantir que o Fundo continuará a ter recursos adequados para cumprir o seu papel sistémico' FOTO: Reuters

Numa declaração escrita enviada à imprensa após o final da cimeira do G20, que esta sexta-feira se concluiu em Cannes (Sul de França), Lagarde saudou "a determinação dos líderes da zona euro" em enfrentar "os tremendos desafios" com que se depara a economia mundial.  

Lagarde congratulou-se com o pedido italiano para que o FMI "intensifique a vigilância", de forma a apoiar "as relevantes medidas tomadas pelo governo [de Roma] tanto em termos de consolidação fiscal como de reformas estruturais". 

A directora-geral do Fundo não especificou, contudo, qual será a modalidade desta "vigilância intensificada" - se poderia assumir, por exemplo, o formato de avaliações trimestrais, como se regista actualmente em Portugal.  

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, confirmara ter pedido ao FMI para acompanhar as contas de Itália, mas acrescentou ter rejeitado apoio financeiro da instituição sedeada em Washington.  

Na sua declaração, Lagarde também saudou o "empenho do G20 em garantir que o Fundo continuará a ter recursos adequados para cumprir o seu papel sistémico".  

No entanto, a dirigente francesa não especificou que passos serão tomados nesse sentido.   

As declarações finais dos líderes presentes na cimeira levantaram alguma confusão sobre o reforço dos recursos do FMI: o presidente do Conselho Europeu, Herman von Rompuy, disse que os líderes do G20 concordaram em aumentar os recursos do Fundo para conter a crise da dívida europeia, embora sem ter chegado a uma decisão sobre como fazê-lo.

Já a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que o G20 não tomou nenhuma decisão sobre o reforço do FMI. 

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