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Correio da Manhã

Economia

Leilões ficam desertos

Os três dias de leilão de imóveis do Estado resultaram num redondo fracasso, com a maioria das hastas públicas de norte a sul do País a ficarem sem um único interessado. O objectivo era arrecadar 8,5 milhões de euros, mas a receita obtida ficou abaixo de um milhão.

18 de Dezembro de 2011 às 01:00
Ministério das Finanças esperava arrecadar 8,5 milhões de euros
Ministério das Finanças esperava arrecadar 8,5 milhões de euros FOTO: Sérgio Lemos

Segundo os resultados divulgados pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), dos 81 imóveis levados a leilão – alguns dos quais no mesmo lote – apenas 14 tiveram comprador. Quatro apartamentos, cinco prédios, um conjunto de três escritórios e um lote de duas garagens renderam 963 336 euros. As restantes 61 hastas públicas ficaram desertas, mostra a lista ontem divulgada pela DGTF.

Recorde-se que o imóvel com o preço-base de licitação mais alto estava localizado em Lisboa: um prédio de cinco andares com cave e quintais, inscrito a favor do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro, e através do qual o Estado pretendia obter um encaixe de pelo menos 1,2 milhões de euros. O imóvel ficou sem comprador. A dificuldade no acesso a financiamento e a concorrência da Banca – que está a colocar os imóveis executados na praça – estão a criar dificuldades aos leilões de entidades públicas.

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