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Correio da Manhã

Economia
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Líder da CGTP alerta para mais trabalho precário

O líder da CGTP, Carvalho da Silva afirmou que as políticas laborais que estão a ser adoptadas podem originar que, num espaço "muito curto", mais de 50 por cento dos portugueses venham a ter um vínculo de trabalho precário.
10 de Setembro de 2011 às 10:54
Líder da CGTP frisou que o texto apresentado sobre o fundo de protecção no trabalho "é um texto miserável"
Líder da CGTP frisou que o texto apresentado sobre o fundo de protecção no trabalho 'é um texto miserável' FOTO: Lusa

"Isto é um desastre, é uma desestruturação e um retrocesso social e civilizacional violentíssimo", afirmou o dirigente sindical na abertura do Fórum Novas Ideias para a Esquerda, promovido pelo Bloco de Esquerda, que arrancou sexta-feira à noite, em Coimbra, para debater a situação de crise profunda e as alternativas de esquerda.  

Para Carvalho da Silva, "as medidas que estão a ser adoptadas no plano laboral provocam - pode ser até ao fim da legislatura, se ela se mantiver, ou até antes - que mais de 50 por cento dos portugueses tenham contrato formalmente precário".  

Para evitar esta situação, o sindicalista considerou que é preciso "travar batalhas com êxito" nos próximos tempos e "construir alianças".   

O líder da CGTP frisou ainda que o texto apresentado sobre o fundo de protecção no trabalho "é um texto miserável, é uma manipulação muito grande, e um instrumento de uma linha que está definida, que é eliminar, num prazo muito curto, aquilo que até hoje tínhamos de protecção contra o despedimento sem justa causa".  

O dirigente sindical apontou ainda quatro temas cuja discussão permite "fazer muito trabalho convergente" na esquerda: "a reconstrução do lugar do trabalho na economia e na sociedade, o papel do Estado social, um combate ideológico fortíssimo, desmontando a manipulação de conceitos que o liberalismo tem imposto e olhar para as grandes mudanças da sociedade".  

A sessão de abertura do Fórum Novas Ideias para a Esquerda, intitulada ‘Os caminhos da esquerda em Portugal’, teve também como oradores convidados o ex-dirigente do BE Fernando Rosas, o antigo líder parlamentar do partido José Manuel Pureza e Alfredo Barroso, que criticaram igualmente o "ataque" do Governo ao Estado Social.  

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