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Correio da Manhã

Economia
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LISBOA GANHA NOVOS HOTÉIS

A capacidade hoteleira de Lisboa aumentou, só este ano, mais de 10 por cento, o que representa um investimento da ordem dos 80 milhões de euros (1,6 milhões de contos). É a aposta dos hoteleiros no potencial turístico da capital alertando, no entanto, para o facto da cidade ter também de “melhorar para conseguir atrair mais visitantes”.
1 de Agosto de 2004 às 00:00
A oferta hoteleira de Lisboa subiu para as 89 unidades
A oferta hoteleira de Lisboa subiu para as 89 unidades FOTO: Natália Ferraz
Quatro hotéis abriram este ano as suas portas – e outros tantos foram remodelados – aumentando a capacidade hoteleira da capital em mais 1500 quatros. Todos os hotéis, à excepção do Corinthia Alfa (remodelado e ampliado), são de quatro estrelas, e aumentam para 89 as unidades hoteleiras de Lisboa.
Embora os investimentos já estivessem calendarizados, a realização do Euro’2004 não é alheia a esta coincidência.
“Alguns hotéis aproveitaram para antecipar aberturas”, confirmou ao Correio da Manhã o presidente da Associação de Hotéis de Portugal, Luís Alves de Sousa.
Mas trata-se, reconhece este representante dos hoteleiros, de “um investimento significativo”.
A aposta volta-se agora para o efeito ‘pós campeonato Europeu de Futebol’ que se espera, à semelhança do que aconteceu com a Expo 98, traga milhares de turistas a Portugal.
“Os anos que se seguiram à exposição Universal, 1999, 2000 e 2001, foram bons”, recorda Luís Alves de Sousa. “A promoção e a notoriedade que o País teve permite acreditar que se venham a registar resultados nos negócios”, adianta.
Mas, sublinha, que para isso “é necessário que a cidade se apresente como destino apetecível”.
Ou seja, traduz aquele responsável, é necessário tapar os buracos e reabilitar os edifícios, melhorar o trânsito e sinalizar convenientemente os locais turísticos, entre muitos outros aspectos a melhorar, para já não falar na mendicidade.
Por outro lado, recorda, o último grande equipamento foi o Oceanário, faltando agora um novo pólo de atracção.
“Barcelona, por exemplo, tem sempre novidades”, exemplifica, sublinhado que aquela cidade registou um crescimento turístico de 18 por cento.
No entanto, esta falta de atracções poderá ser colmatada, admite, com a abertura do Casino no Parque das Nações, prevista para o segundo semestre do próximo ano.
Quanto ao turismo de negócios, Lisboa aparece bem posicionada, como sublinhou ao CM o director-geral do Turismo de Lisboa, Vítor Costa.
Uma posição partilhada por Luís Alves de Sousa, que confirma a existência de bons equipamentos para a realização de convenções e congressos, como o Pavilhão Atlântico ou mesmo unidades hoteleiras da capital ou da Linha de Cascais. Falta apostar em conteúdos propriamente turístico e isso, garante Vítor Costa, está a ser feito, equacionando-se por exemplo a criação de novos eventos musicais.
À CONQUISTA DOS ESPANHÓIS
O mercado espanhol vai ser alvo, já no próximos meses, de uma campanha do Turismo de Lisboa, orçada em mais de 800 mil euros. Mas esta campanha tem a particularidade de ter dois tipos de comunicações diferentes, conforme pretenda atrair catalães, madrilenos e valencianos, ou outros grupos regionais, mais próximos de Portugal.
Estes dois grandes grupos comportam-se de maneira diferente, com os primeiros a viajarem sobretudo de avião e os segundos de carro, por exemplo. É mais uma campanha para manter vivos os laços e as “recordações”, pois os espanhóis são já os estrangeiros que mais visitam a capital portuguesa, como sublinhou ao CM Vítor Costa, director-geral do Turismo de Lisboa.
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